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KPI social na gestão por competências: como medir desempenho além dos números

No mundo corporativo, muito se fala sobre KPIs (Key Performance Indicators, ou Indicadores-Chave de Desempenho). Mas falar somente de métricas financeiras e de resultados práticos não entrega toda a complexidade de uma empresa.

Nos últimos anos, metodologias como OKRs, gestão por competências e modelos ágeis avançaram muito. Ainda assim, muitas organizações continuam medindo apenas resultados finais — e não os comportamentos que tornam esses resultados possíveis. É nesse ponto que o KPI social, bem como os KPIs comportamentais entram como uma camada estratégica de leitura do desempenho real das pessoas e dos times.



Ainda que fatores relacionados a pessoas sejam mais difíceis de mensurar e de relacionar com faturamento, lucro e outros objetivos corporativos, eles dizem muito sobre o nível de entrega de uma equipe. Não preciso falar o quanto isso impacta diretamente as finanças da empresa no fim do trimestre, né?!

Então, vamos analisar algumas coisas que podem ser medidas nas pessoas para ajudar a empresa a conquistar resultados ainda melhores.

1. KPI Social e KPI Comportamental: O que são e por que importam?

O que são KPIs Sociais e Comportamentais:

KPI Social e KPI Comportamental são indicadores de performance que avaliam comportamentos observáveis e impactos sociais no ambiente de trabalho. Eles vão além de metas numéricas — avaliam como a pessoa colabora, comunica, influencia e sustenta a cultura organizacional.

Importante destacar: KPIs sociais e comportamentais não são avaliações subjetivas ou “achismos”. Eles se baseiam em comportamentos observáveis, recorrentes e passíveis de correlação com resultados, como autonomia, colaboração, comunicação e capacidade de adaptação.

Quando bem utilizados, KPIs sociais e comportamentais funcionam como indicadores de sustentação dos OKRs empresariais, mostrando se a forma de trabalhar está saudável ou se os resultados estão sendo obtidos às custas de desgaste, conflitos ou risco organizacional.

Exemplos práticos de KPIs sociais e comportamentais:

  • NPS Interno (avaliação por pares/colegas): “Você indicaria esse colega para trabalhar no seu time?”
  • Índice de empatia funcional: frequência e qualidade de escuta ativa e apoio entre áreas.
  • Consistência de feedbacks positivos (de clientes, pares, lideranças).
  • Engajamento em iniciativas de diversidade, cultura, inovação ou ESG.
  • Pontualidade nas entregas e alinhamento de expectativas.


Por que importam na gestão por competências?

Porque cultura se constrói por comportamento repetido e estimulado. Medir só o que é fácil ou diretamente ligado ao negócio deixa lacunas que podem significar grandes riscos laborais a longo prazo, como queda de performance e adoecimento (Algo que se conecta muito com a nova NR-1). Entender os reflexos disso para os resultados pode ser o início de uma nova cultura em que a produtividade passa pela qualidade das relações. É um passo largo para entregas melhores e com mais propósito e compreensão do por que cada tarefa importa.

Também são pistas importantes para contratações e promoções futuras, porque dão a dimensão do que é importante para a equipe e o que funciona bem naquele setor e o que não funciona. Pode parecer besteira, mas saber as habilidades e potencialidades necessárias em cada setor muda a qualidade do ambiente e promove saúde no trabalho e consequentemente melhorias para a empresa como um todo.

O que KPIs sociais ajudam a responder?

  • Quem sustenta resultados mesmo sob pressão?
  • Quem depende excessivamente de controle?
  • Onde a cultura trava a performance?
  • Quais competências precisam ser desenvolvidas — e não apenas cobradas?

2. KPIs comportamentais que mudam o jogo: Evidências de Autogestão e Vivência Prática

Autogestão: o KPI comportamental de gente grande

Autogestão é a habilidade de organizar tarefas e de agir com proatividade sem precisar de vigilância ou de comandos em conta-gotas.

O funcionário precisa ser capaz de prever o fluxo completo de seu próprio trabalho e adotar todas as ações necessárias de maneira minimamente autônoma. Sem metas inatingíveis, cada cargo tem um nível de complexidade, e, dentro do combinado cada um deve ser responsável por suas tarefas. O chefe, por sua vez, deve atender às dúvidas antes da execução ou quando algo sai muito do comum. Inseguranças que surgem a todo momento ou ressurgimento de dúvidas que já foram sanadas tornam o ambiente muito estressante para todos.

Por isso, a autogestão é um indicador que mostra a maturidade do time e qualidade da comunicação, dos processos e dos manuais de procedimentos da empresa. Além disso, mostra a qualidade da contratação ou da alocação interna de funcionários.

A aparente falta de autogestão também pode ser um sinal de erros de percepção de quem selecionou o colaborador. Afinal, há perfis que se adequam a várias atividades, enquanto outros podem ser bons em um setor e péssimos em outros. São sinais que devem ser lidos rapidamente para propiciar uma mudança rápida sem prejuízo ao time e aos resultados.

Evidências de autogestão:

  • Uso sistemático de métodos como Kanban, Bullet Journal, GTD ou ZTD (não como uma obrigatoriedade, mas como um indicativo de busca por melhoria em uma competência difícil de ser desenvolvida e mantida).
  • Clareza de prioridades: pessoas que sabem dizer um “não” respeitoso quando recebem uma solicitação que conflita com o escopo recebido anteriormente e sabem debater com argumentos as limitações do projeto;
  • Capacidade de planejar, executar e revisar com autonomia (sem “babysitting” da liderança ou dos pares).

Vivência prática para além do currículo: habilidades versáteis

Já a vivência prática vai além do currículo formal. Foi-se o tempo em que uma pessoa só tinha as vivências profissionais explícitas validadas. Ainda que muita gente ainda contrate com base em experiência pregressa, já vemos uma tendência a valorizar experiências extracurriculares, hobbies, voluntariado, viagens culturais.

Cada vez mais, iniciativas pessoais são valorizadas por serem percebidas como mais repertório, visão sistêmica e capacidade de adaptação. São experiências empíricas que trazem bagagem para além das regras próprias de uma ou outra empresa e demonstram versatilidade valiosa para o mundo atual.

Evidências de vivência prática:

  • Participação em projetos reais com resultados mensuráveis (resultados paupáveis, como economia de recursos ou ganhos para a empresa)
  • Resolução de crises ou adaptações em cenários difíceis (soluções criativas em situações adversas, como baixo orçamento etc.).
  • Feedbacks espontâneos de colegas ou clientes (o LinkedIn é uma ótima vitrine para essa validação social pública).
  • Portfólio de entregas, mesmo que informais para devs e designers (para outros profissionais, podem ser registros de apresentações, eventos, iniciativas, mentorias etc).

3. Adaptação em Ambientes Diversos: a competência de milhões

muitos caminhos possíveis

Em ambientes de alta mudança, a adaptação virou quase um novo QI. E quem não se adapta, desaparece nas listas de reconhecimento e promoção.

Para profissionais em busca de destaque, desenvolver habilidades que demonstram adaptabilidade pode ser o diferencial para uma maior empregabilidade. Para líderes que medem e avaliam a competência das equipes, perceber em cada subordinado essa abertura ajuda a desenvolver as estratégias para otimizar o rendimento do time e a saúde do ambiente.

Competências-chave para entender a adaptabilidade:

  • Aprendizado rápido e contínuo: ter abertura para “desaprender” comportamentos ruins e vícios de colocações anteriores, aprender o jeito solicitado e aplicar corretamente e com eficácia.
  • Inteligência cultural: capacidade de ler o ambiente e ajustar a linguagem, o tom e os códigos.
  • Flexibilidade cognitiva: pensar de várias formas com foco na solução, integrar ideias opostas, mesmo em discordância com as suas próprias.
  • Comunicação multicanal: adaptar a mensagem a diferentes públicos e formatos.
  • Resiliência emocional: habilidade para lidar com zonas cinzentas, conflitos e ambiguidade – qualidades típicas do mundo atual.

Na CTA, ajudamos empresas e profissionais a transformar desempenho humano em resultado sustentável, com diagnósticos, mentorias e programas sob medida. Se você quer evoluir sua equipe ou sua carreira com critério e profundidade, é só conversar conosco. Temos soluções para desenvolvimento de habilidades técnicas, comportamentais, seleção de times, detecção e análise de competências técnicas e sociais e muito mais.

Se você quer desenvolver a sua carreira ou seu time, tenha certeza que a Excelência que você procura encontra o caminho do desenvolvimento aqui na CTA. Queremos conhecer você e ajudar a resolver seus desafios.


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‘We Are The World’ 40 anos: lições para a gestão eficiente de projetos e talentos

Em 2025, We are the World completa 40 anos. Se você cresceu ouvindo esse hit… ou se você só sabe que teve uma galera do pop e do rock dos anos 80 que se reuniu pra gravar essa música, pegue sua pipoca pois o show vai começar. E ele é sobre música, sobre cultura, sobre atividade humanitária, mas é também sobre gestão de projetos. E que projeto!!

Você já viu na Netflix o documentário sobre os bastidores do clipe que mudou o mundo da música? ‘We are the world’ ganhou uma nova dimensão para nós depois do documentário “A Noite Que Mudou o Pop”. Se ainda não viu, cuidado, pois este texto contém spoiler.

Além de nostálgico e artisticamente inspirador, vimos nessa produção um baita exemplo da vida real sobre como gerir um projeto. Ressaltamos alguns pontos que chamaram nossa atenção para você aplicar na sua realidade. Vamos explorar como a produção desse icônico clipe se assemelha à arte de coordenar empreendimentos em qualquer campo. Boa leitura!

Chega uma hora que atendemos a um certo chamado…

We are the world - a noite que mudou o pop e a nossa maneira de ver projetos

No mundo da música, há momentos que transcendem simples composições e acordes. Em 1985, a indústria da música testemunhou um feito notável. Um grupo estelar de artistas se uniu para gravar “We Are the World”, uma canção que transcendeu fronteiras e abraçou a nobre causa da ajuda humanitária. Mais que apenas uma produção musical extraordinária e um hino de solidariedade e união, esse momento histórico revelou-se também um campo fértil para lições valiosas em gestão de projetos.

Somos nós que fazemos um dia mais brilhante

Quem não acompanhou a produção na época pode ter se surpreendido em observar Lionel Ritchie à frente desse grande projeto. Foram muitas tratativas antes de iniciar outras fases e chamar os demais artistas a participarem. Duas coisas se destacam aqui: a fase de planejamento e a liderança.

Acreditamos que neste ponto, precisamos acrescentar pouco no que tange ao planejamento. Todo bom gestor de projetos é, antes de tudo, um grande visionário e estrategista. E prever algumas coisas deve ser sua especialidade. Sem planejamento sequer existe projeto. Portanto, vamos seguir ao próximo ponto: um líder para guiar pessoas.

Assumindo uma liderança espontânea, Lionel Richie desempenhou um papel crucial na gestão de ânimos e egos, alinhando os astros em prol de um objetivo comum. Sua habilidade em inspirar colaboração entre artistas de renome é uma lição sobre como uma liderança carismática pode suavizar as arestas, transformando um grupo diversificado em uma equipe coesa. Assim como um gerente de projeto habilidoso, ele canalizou as energias dos astros musicais em prol de um objetivo comum: criar algo extraordinário.

Uma liderança como essa costuma aparecer de forma natural e não precisa estar necessariamente associada a um cargo ou degrau na hierarquia da empresa ou da empreitada. Neste caso, ele atuou como faria um grande tech lead, cumprindo com primor vários papéis em um mesmo projeto. Lionel foi gentil e generoso com todos e teve momentos em que participou como artista, no mesmo nível de todos do grupo. Quanto a isto, também frisamos: outra característica importante de um bom líder é saber ser liderado.

Se você acreditar, não há como cairmos

O grande “chefe” ali foi Quincy Jones, o maestro magistral por trás do projeto. É necessário estabelecer uma ordem para que o norte não seja perdido em discussões sem sentido e devaneios. No documentário, fica clara a personificação dessa liderança firme e direcionada na pessoa de Quincy Jones, o que foi destacado por vários artistas que participaram do documentário de 2024.

Assim como um gerente de projetos, ele discerniu as sugestões relevantes das meramente dissipatórias. Quando, por exemplo, Stevie Wonder propôs uma ideia que não se harmonizava com o todo, Quincy rapidamente direcionou o grupo de volta ao alvo.

Ao coordenar com autoridade, ele evitou a balbúrdia potencial ao filtrar sugestões e orientar ora o grupo, ora pessoas específicas no rumo do objetivo final: uma obra de arte. A lição aqui é clara: em projetos, uma liderança firme é essencial para manter o foco e a direção.

A mudança só vem quando ficamos juntos em uníssono

We are the world - capa do álbum

Ao mesmo tempo em que Quincy Jones regeu a todos com maestria, existe um requisito importante do lado de quem é regido em um projeto: a cooperação. Nenhum trabalho relevante poderá obter êxito sem a concordância unânime e pacífica das partes em confiar nas orientações do líder.

A disposição de todos os artistas em se submeterem à coordenação de Quincy Jones foi um ponto notável. Essa coesão voluntária, mesmo diante de personalidades tão distintas, destaca a importância da colaboração unânime em projetos, onde cada membro da equipe se compromete com o sucesso do todo. O bilhete deixado por ele na porta do estúdio já dava a tônica do que precisava acontecer: “deixe seu ego do lado de fora”.

Envie seu coração…

Além de liderar brilhantemente, Quincy Jones agiu como um arquiteto sonoro. Ele selecionou cuidadosamente os trechos vocais que seriam atribuídos a cada artista, reconhecendo as nuances de seus tons e timbres.

Essa maestria em atribuir a cada artista um papel que melhor se adequasse ao seu tom e timbre é uma lição preciosa em alocação de recursos. Assim como em projetos, a identificação e utilização dos pontos fortes de cada membro da equipe é crucial para otimizar resultados.

E eles saberão que alguém se importa

Assim como um gerente de projeto, ele ainda lidou com os limites individuais, incentivando Bruce Springsteen, mesmo exausto, e guiando Bob Dylan para alcançar seu melhor desempenho, contando com o apoio fundamental de Lionel Richie.

Isso é uma demonstração de um conjunto de competências mais que valorizadas e requisitadas em líderes de bons projetos e empresas: inteligência emocional.

A paciência demonstrada por Quincy Jones ao lidar com desafios individuais, destaca a necessidade de compreensão e apoio aos membros da equipe. Isso reforça que, em projetos, o reconhecimento das limitações individuais e a provisão de suporte são essenciais para garantir o melhor desempenho de todos. Isso é o que nos diferencia como humanos e nos destaca para além de habilidades técnicas que qualquer pessoa (e hoje até mesmo qualquer máquina) pode adquirir.

Não daria para imaginar que em um time de pessoas tão extraordinárias haveria problemas como esses. Em uma primeira análise, pareceria uma deficiência técnica. Mas fica claro que cantores do porte dos que foram escolhidos para essa produção não seriam profissionais ruins. O que aconteceu foi uma sobrecarga emocional, frente aos desafios que cada um ali estava encarando.

No dia-a-dia, facilmente vemos pessoas serem descartadas por falharem. Mas, quando pensamos em músicos consagrados como Bob Dylan (que vivenciou talvez o momento mais dramático da produção) e Bruce Springsteen (que vinha de uma turnê extenuante), fica claro que falhar é uma consequência totalmente esperada.

Seria desumano resumir a potência e talento dessas pessoas a um momento tenso e envolto de pressão por tempo, fome, cansaço, exposição a luzes, ruídos, pessoas desconhecidas, comparações entre talentos… Agora, transfira essa cena para a sua experiência. Quantos Bob Dylans foram cancelados no seu ambiente de trabalho? Quantos Bruces Springsteens foram demitidos em um dia difícil?

Então vamos começar a doar…

artistas reunidos na gravação de We are the world - 1985

A liderança individual também contribui sobremaneira nesses momentos desafiadores. Ao perceberem a dificuldade de Dylan, os pares também contribuíram com um momento de cantoria sem compromisso que ajudou a relaxar o roqueiro. Essa segurança dada pelos colegas proporcionou uma performance digna de seu talento. Somente um líder emocionalmente preparado é apto para observar o todo e dar esse apoio individual bem como saber quando a descontração é não somente bem-vinda, mas necessária. Também cabe aos líderes do projeto entenderem e gerirem as necessidades dos envolvidos e atende-las o máximo possível, visando manter a motivação que leva ao sucesso geral.

Outra coisa incrível que esse momento dramático nos ensina é sobre a agilidade. Antes que você pense “ah, lá vêm eles com esse papo de agile”, entenda só uma coisa: ser ágil é instintivo. Não tinha manifesto nem papo de construção não-linear de entregáveis em 1985. E eles fizeram tudo no tempo mais adequado a cada expert. Gravaram o coro, depois gravaram os solos no melhor momento de cada artista. E todo mundo ficou feliz sem ter que ficar disponível na hora que o chefe mandou. O “chefe” Quincy, mais uma vez, foi um gênio de orquestrar tudo e todos ao mesmo tempo sem perder a compostura – coisa que quase nenhum chefe moderno faz (contém ironia).

Todos somos parte de uma grande família divina

Nossa analogia com projetos destaca ainda a necessidade de coordenação eficiente não apenas entre talentos, mas também entre diferentes especialidades técnicas. A produção não se limitou apenas às estrelas da música, mas envolveu uma equipe técnica vasta, como engenheiros de som e de luz, iluminadores, operadores de câmera e editores de vídeo. Todos desempenharam papéis cruciais, harmonizando-se para capturar a magia do momento e proporcionar ajustes para que tudo fosse gravado e editado da maneira mais perfeita possível.

Ao ver o clipe, poucas pessoas devem ter percebido, por exemplo, que a cantora Cindy Lauper aparece em alguns takes com colar e depois sem colar. Isso não foi exatamente um erro de continuísmo, como pode parecer. Contudo, aconteceu para melhoria do som, pois os adereços dela estavam fazendo um pequeno barulho que tirava a clareza da gravação de outros cantores.

Muitas vezes, pequenos detalhes podem atrapalhar a consecução de atos rumo ao sucesso. Neste caso, Diana Ross avisou a produção, que conseguiu detectar de onde vinha a fonte de ruído. Mais um exemplo de que todos devem ajudar, independentemente de quem seja a função. Você detectou, você pode ajudar. Se o problema é da equipe, o problema também é seu.

É verdade, vamos fazer um dia melhor, só eu e você

We are the World - caricaturas

O sigilo mantido em torno do projeto revela mais uma tática inteligente para evitar interferências externas. Em projetos, a confidencialidade estratégica pode ser vital para manter a concentração da equipe, garantindo que todos estejam na mesma página e que nada seja mais importante que o trabalho a ser feito.

O grande sucesso de ‘We are the world’ também se deveu à discrição das pessoas-chave, que conseguiram gerar curiosidade na imprensa sem gerar alarde para a reunião de um elenco de dezenas de estrelas do showbiz.

Se na época já havia a preocupação em evitar o frisson midiático, imagine a quantidade de possibilidades de desvios de atenção em projetos na nossa atualidade. Além de respeitar termos contratuais de confidencialidade, uma postura pró-ativa e muita concentração no objetivo podem ajudar você a contribuir tanto com o sucesso do projeto em que você está, quanto com o triunfo da sua equipe.

No seu comportamento reside uma grande chave que ditará o seu futuro. Preste atenção a isto e aprimore-se sempre, técnica e emocionalmente.

Nós somos o mundo…

Em resumo, “We Are the World” oferece uma sinfonia de lições para profissionais de gerenciamento de projetos, destacando a importância da liderança, colaboração, alocação de recursos, compreensão individual e coordenação técnica abrangente. A gestão de riscos, a comunicação eficaz e a adaptação a contratempos também são de suma importância. Estes aspectos estão presentes tanto na criação de uma música e de um videoclipe quanto na execução de projetos tecnológicos ou empresariais.

Depois desse documentário, “We are the World” deixou de ser apenas uma canção para nós. Hoje, ela é também um legado inspirador de como a gestão de projetos pode transformar visões em realidade. Que possamos extrair dessas lições a harmonia necessária para o sucesso. E que essa melodia nos lembre da importância do pensamento amplo e da colaboração em todas as nossas empreitadas, independentemente do campo de atuação.

Se você quer aprender a desenvolver essas habilidades e se tornar um líder capaz de transformar projetos e pessoas, entre em contato conosco e conheça nossas oportunidades de alavancar sua carreira em até um ano.

Texto: Profª. Hélia Scremin de Souza Germano Nogueira, MBA – Jornalista MTB 0092901/SP

Imagens: Divulgação. Para atribuição ou remoção, contate-nos no e-mail mkt@ctainfo.com.br


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Microagressões: Como Identificar e Combater Preconceitos Velados no Cotidiano

Microagressões - como identificar e combater preconceitos velados no cotidiano

Em um mundo complexo, as interações sociais e profissionais podem ser desafiadoras. Ainda mais se considerarmos o constante entrelaçamento com as dinâmicas sociais. Infelizmente, nem todas essas interações são positivas. Já se deparou com situações de hostilidade, preconceito e comportamentos passivo-agressivos? Eu também já passei por isso.

É importante entender que algumas dessas atitudes são reflexos de microagressões, um conceito ainda pouco discutido, com muitos comportamentos velados, mas que desempenha um papel crucial na perpetuação de estereótipos e desigualdades. Neste artigo, vamos mergulhar nas sutilezas e nos impactos dessas microagressões, trazendo exemplos concretos para que possamos refletir sobre nossas próprias ações e, assim, contribuir para um ambiente mais respeitoso, inclusivo e saudável.”

O que são Microagressões

Caso não esteja familiarizado com o termo, microagressões são comportamentos verbalizados ou não, em geral voltados contra pessoas de grupos minoritários e que exploram os estereótipos sociais sobre imagem, competência e adequação, a partir de um padrão majoritário estabelecido a partir de quem detém o domínio dentro do ambiente.

Na sociedade, temos facilidade em detectar que em geral, são frases, olhares, cochichos e outros comportamentos que reforçam padrões masculinos, brancos, cis, hétero, magros, sem deficiências, neurotípico, entre outras características. Qualquer indivíduo fora desse “padrão”, é colocado como objeto de chacota, menosprezado, depreciado e por fim excluído da convivência saudável com os demais.

O mais grave dessas situações é a falta de empatia no gerenciamento da intolerância sofrida por essas pessoas, reforçando traumas e estigmas em geral já trazidos de experiências anteriores. Apelidar, fazer piadas sobre quesitos da individualidade pessoal, abuso de poder e desprezo pelos sentimentos dessas pessoas são formas em que as microagressões se apresentam.

Tipos de microagressões

Vejamos os tipos de microagressões mais comuns: microataques, microinsultos e microinvalidações

Microataques

Microataques são formas explícitas de derrogação racial. O ataque é proferido verbalmente ou não verbalmente com o intuito de ferir a vítima, através de xingamentos, comportamentos de esquiva ou ações discriminatórias aferidas de forma proposital. Usar apelidos com base em raça ou características hereditárias, desencorajar interações raciais, servir deliberadamente um patrono branco antes de um negro, atribuir certo grau de inteligência baseando-se na raça do indivíduo, tratar outra pessoa como inferior, assumir que um indivíduo é um criminoso ou anormal por conta de sua raça são exemplos de microataques.

Microinsultos

Microinsultos são afrontas sutis, muitas vezes desconhecidas pelo agressor. São caracterizados por comunicações que transmitem indelicadeza e insensibilidade e menosprezam a herança racial ou a identidade de uma pessoa. Supor que alguém chegou a determinada posição na empresa por meio de política afirmativa ou de favores sexuais; atribuir grau de capacidade ou inteligência a alguém em razão de sua etnia, gênero, idade; prestar um serviço inferior baseado em preconceitos; supor honestidade ou criminalizar alguém com base em um grupo de identidade; questionar suas formas de expressão como timidez ou forma de se vestir são formas de insultar alguém em uma microesfera social ou corporativa.

Microinvalidações

São geralmente inconscientes, e visam excluir, negar ou mesmo anular as realidades raciais ou culturais dos grupos-alvo. 

Alguns exemplos bastante típicos:

  • discriminação de estrangeiros com comentários sobre traços físicos ou da facilidade ou dificuldade com o idioma local, levando-os a sentirem não pertencentes àquela comunidade;
  • color blindness ou etnocentrismo, que são a anulação e apagamento das dificuldades vividas por pessoas de etnias historicamente discriminadas, bem como a apropriação de caracteres dessa cultura de maneira a diminuir a representatividade da identidade individual reforçam algo que a psicologia já deu nome: trauma histórico;
  • por último, mas não menos comum, o mito da meritocracia desconsidera os entraves materiais e emocionais enfrentados por pessoas de categorias minoritárias ao dizer que tudo se resolve com esforço pessoal, ignorando que privilégios existem e que nem todos têm a mesma disponibilidade de acesso a oportunidades, tendo comumente os caminhos ainda mais bloqueados por comportamentos discriminatórios como os citados neste texto.

Consequências

Intencionais ou não, são muito reforçadas por estereótipos transmitidos socialmente através de gerações e replicadas sem reflexão sobre suas consequências e muitas vezes com intuito de agredir e depreciar a pessoa agredida. Podem causar imenso impacto emocional em quem as recebe, enquanto o agressor costuma esconder-se no anonimato.

A falta de cultura de acolhimento piora a situação ao deixar a vítima sozinha e não parar a violência. O entendimento de que reclamar desses comportamentos é mimimi, chatice, ou politicamente correto mina as relações e mantém o ambiente tóxico onde a sobrevivência é baseada em adoecimento mental e por consequência afastamentos, absenteísmo ou um pedido de demissão, que pode ou não ser acompanhado de um processo trabalhista por assédio moral.

Contudo, sabemos que o ajuizamento de ação causa ainda mais sofrimento ao fazer com que o agredido reviva os momentos de tensão. São acontecimentos reiterados que a pessoa leva para a vida, pois raramente conseguirá provar o terror psicológico a que é submetido diuturnamente.

Dessa forma, a prevenção por meio da educação é uma política organizacional que tende a tornar o ambiente mais saudável e tolerante. Coibir comportamentos tóxicos ajuda a garantir a diversidade e segurança de todos os profissionais, selecionando pessoas mais alinhadas com valores de evolução para a empresa.

Novo tempo, nova visão

Foi-se o tempo que certos profissionais tinham carta branca para maltratar sob o pretexto de que suas entregas estavam acima do esperado. Hoje já se sabe que manter empregados assediadores é uma política institucional que não se sustenta.

Se você é a pessoa que ainda acha tranquilo fazer piada de outras pessoas, talvez seja hora de você evoluir para esse novo mundo onde as conexões humanas importam mais. Todos estamos em evolução.

Papéis ativos

Muitas vezes, tais manifestações ocorrem através de frases aparentemente inocentes, olhares impregnados de preconceitos e comportamentos evasivos, reforçando padrões estereotipados e excluindo aqueles que não se encaixam nos padrões ditos “normais”.

Para moldarmos um ambiente verdadeiramente responsável e inclusivo, o primeiro passo é tomar consciência. É essencial identificar e desenvolvermos a capacidade de reconhecer nossos próprios preconceitos arraigados.

O segundo passo é adotar uma postura reflexiva, buscando compreender o impacto que nossas palavras e ações podem causar aos outros. Através de uma escuta ativa e empática, podemos nos conectar de maneira humanizada à dor do outro e nos responsabilizarmos por nossa parte.

Finalmente, poderemos nos tornarmos aliados das pessoas vulnerabilizadas por essas microviolências auxiliando em atividades educativas e de conscientização de mais pessoas, promovendo um contágio positivo no ambiente e um consequente convívio mais amigável.

Promovendo alianças em vez de segregação, podemos moldar um novo tempo, uma nova visão, onde as conexões humanas e o respeito mútuo são as bases para uma convivência saudável e enriquecedora para todos os envolvidos e envolvidas.

Acolhimento

E, se você percebe que está em um local que ainda tolera a intolerância, busque modificar seu ambiente, mesmo que isso implique sair desse local. Se não há espaço para melhoria, entenda que é uma escolha gerencial manter um ambiente violento. Isso não tem a ver com você e você merece algo melhor.

Saiba que conosco você tem um espaço seguro para promover seus estudos e superar as consequências emocionais de tratamentos tóxicos que tenha recebido em qualquer lugar. Nós sentimos muito que tenha sido tão difícil e queremos te dar a mão para seguir adiante.

Eu mesma já estive em muitos lugares onde as microagressões eram comuns. Hoje, escrevendo este texto, percebi o quanto eu me aprofundei nos estudos sobre saúde emocional, seja com cursos, livros e mesmo no meu TCC da graduação em Direito, onde escrevi sobre assédio moral organizacional e concluí que o assédio moral interpessoal é consequência de escolhas corporativas.

Hoje, após cerca de 10 anos estudando o tema para entender o que acontecia comigo e sair desses ambientes, estou preparada para ajudar mais pessoas a encontrarem força e novos caminhos além das dores emocionais.

Estamos juntos e juntas

Independente de quem você é ou do ambiente em que está inserido – saudável ou tóxico – sempre há espaço para crescimento e evolução. Aqui na CTA, estamos focados em realçar as real skills, que são a harmonização perfeita entre habilidades técnicas e pessoais.

Acompanhe nossas publicações para desbravar novas oportunidades de cursos e mentorias, impulsionando suas habilidades e alçando sua carreira a novos patamares. Desperte todo o seu potencial e embarque nessa jornada de autodescoberta, capacitando-se para um futuro repleto de conquistas e sucesso. O primeiro passo começa agora!”

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