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Microagressões: Como Identificar e Combater Preconceitos Velados no Cotidiano

Microagressões - como identificar e combater preconceitos velados no cotidiano

Em um mundo complexo, as interações sociais e profissionais podem ser desafiadoras. Ainda mais se considerarmos o constante entrelaçamento com as dinâmicas sociais. Infelizmente, nem todas essas interações são positivas. Já se deparou com situações de hostilidade, preconceito e comportamentos passivo-agressivos? Eu também já passei por isso.

É importante entender que algumas dessas atitudes são reflexos de microagressões, um conceito ainda pouco discutido, com muitos comportamentos velados, mas que desempenha um papel crucial na perpetuação de estereótipos e desigualdades. Neste artigo, vamos mergulhar nas sutilezas e nos impactos dessas microagressões, trazendo exemplos concretos para que possamos refletir sobre nossas próprias ações e, assim, contribuir para um ambiente mais respeitoso, inclusivo e saudável.”

O que são Microagressões

Caso não esteja familiarizado com o termo, microagressões são comportamentos verbalizados ou não, em geral voltados contra pessoas de grupos minoritários e que exploram os estereótipos sociais sobre imagem, competência e adequação, a partir de um padrão majoritário estabelecido a partir de quem detém o domínio dentro do ambiente.

Na sociedade, temos facilidade em detectar que em geral, são frases, olhares, cochichos e outros comportamentos que reforçam padrões masculinos, brancos, cis, hétero, magros, sem deficiências, neurotípico, entre outras características. Qualquer indivíduo fora desse “padrão”, é colocado como objeto de chacota, menosprezado, depreciado e por fim excluído da convivência saudável com os demais.

O mais grave dessas situações é a falta de empatia no gerenciamento da intolerância sofrida por essas pessoas, reforçando traumas e estigmas em geral já trazidos de experiências anteriores. Apelidar, fazer piadas sobre quesitos da individualidade pessoal, abuso de poder e desprezo pelos sentimentos dessas pessoas são formas em que as microagressões se apresentam.

Tipos de microagressões

Vejamos os tipos de microagressões mais comuns: microataques, microinsultos e microinvalidações

Microataques

Microataques são formas explícitas de derrogação racial. O ataque é proferido verbalmente ou não verbalmente com o intuito de ferir a vítima, através de xingamentos, comportamentos de esquiva ou ações discriminatórias aferidas de forma proposital. Usar apelidos com base em raça ou características hereditárias, desencorajar interações raciais, servir deliberadamente um patrono branco antes de um negro, atribuir certo grau de inteligência baseando-se na raça do indivíduo, tratar outra pessoa como inferior, assumir que um indivíduo é um criminoso ou anormal por conta de sua raça são exemplos de microataques.

Microinsultos

Microinsultos são afrontas sutis, muitas vezes desconhecidas pelo agressor. São caracterizados por comunicações que transmitem indelicadeza e insensibilidade e menosprezam a herança racial ou a identidade de uma pessoa. Supor que alguém chegou a determinada posição na empresa por meio de política afirmativa ou de favores sexuais; atribuir grau de capacidade ou inteligência a alguém em razão de sua etnia, gênero, idade; prestar um serviço inferior baseado em preconceitos; supor honestidade ou criminalizar alguém com base em um grupo de identidade; questionar suas formas de expressão como timidez ou forma de se vestir são formas de insultar alguém em uma microesfera social ou corporativa.

Microinvalidações

São geralmente inconscientes, e visam excluir, negar ou mesmo anular as realidades raciais ou culturais dos grupos-alvo. 

Alguns exemplos bastante típicos:

  • discriminação de estrangeiros com comentários sobre traços físicos ou da facilidade ou dificuldade com o idioma local, levando-os a sentirem não pertencentes àquela comunidade;
  • color blindness ou etnocentrismo, que são a anulação e apagamento das dificuldades vividas por pessoas de etnias historicamente discriminadas, bem como a apropriação de caracteres dessa cultura de maneira a diminuir a representatividade da identidade individual reforçam algo que a psicologia já deu nome: trauma histórico;
  • por último, mas não menos comum, o mito da meritocracia desconsidera os entraves materiais e emocionais enfrentados por pessoas de categorias minoritárias ao dizer que tudo se resolve com esforço pessoal, ignorando que privilégios existem e que nem todos têm a mesma disponibilidade de acesso a oportunidades, tendo comumente os caminhos ainda mais bloqueados por comportamentos discriminatórios como os citados neste texto.

Consequências

Intencionais ou não, são muito reforçadas por estereótipos transmitidos socialmente através de gerações e replicadas sem reflexão sobre suas consequências e muitas vezes com intuito de agredir e depreciar a pessoa agredida. Podem causar imenso impacto emocional em quem as recebe, enquanto o agressor costuma esconder-se no anonimato.

A falta de cultura de acolhimento piora a situação ao deixar a vítima sozinha e não parar a violência. O entendimento de que reclamar desses comportamentos é mimimi, chatice, ou politicamente correto mina as relações e mantém o ambiente tóxico onde a sobrevivência é baseada em adoecimento mental e por consequência afastamentos, absenteísmo ou um pedido de demissão, que pode ou não ser acompanhado de um processo trabalhista por assédio moral.

Contudo, sabemos que o ajuizamento de ação causa ainda mais sofrimento ao fazer com que o agredido reviva os momentos de tensão. São acontecimentos reiterados que a pessoa leva para a vida, pois raramente conseguirá provar o terror psicológico a que é submetido diuturnamente.

Dessa forma, a prevenção por meio da educação é uma política organizacional que tende a tornar o ambiente mais saudável e tolerante. Coibir comportamentos tóxicos ajuda a garantir a diversidade e segurança de todos os profissionais, selecionando pessoas mais alinhadas com valores de evolução para a empresa.

Novo tempo, nova visão

Foi-se o tempo que certos profissionais tinham carta branca para maltratar sob o pretexto de que suas entregas estavam acima do esperado. Hoje já se sabe que manter empregados assediadores é uma política institucional que não se sustenta.

Se você é a pessoa que ainda acha tranquilo fazer piada de outras pessoas, talvez seja hora de você evoluir para esse novo mundo onde as conexões humanas importam mais. Todos estamos em evolução.

Papéis ativos

Muitas vezes, tais manifestações ocorrem através de frases aparentemente inocentes, olhares impregnados de preconceitos e comportamentos evasivos, reforçando padrões estereotipados e excluindo aqueles que não se encaixam nos padrões ditos “normais”.

Para moldarmos um ambiente verdadeiramente responsável e inclusivo, o primeiro passo é tomar consciência. É essencial identificar e desenvolvermos a capacidade de reconhecer nossos próprios preconceitos arraigados.

O segundo passo é adotar uma postura reflexiva, buscando compreender o impacto que nossas palavras e ações podem causar aos outros. Através de uma escuta ativa e empática, podemos nos conectar de maneira humanizada à dor do outro e nos responsabilizarmos por nossa parte.

Finalmente, poderemos nos tornarmos aliados das pessoas vulnerabilizadas por essas microviolências auxiliando em atividades educativas e de conscientização de mais pessoas, promovendo um contágio positivo no ambiente e um consequente convívio mais amigável.

Promovendo alianças em vez de segregação, podemos moldar um novo tempo, uma nova visão, onde as conexões humanas e o respeito mútuo são as bases para uma convivência saudável e enriquecedora para todos os envolvidos e envolvidas.

Acolhimento

E, se você percebe que está em um local que ainda tolera a intolerância, busque modificar seu ambiente, mesmo que isso implique sair desse local. Se não há espaço para melhoria, entenda que é uma escolha gerencial manter um ambiente violento. Isso não tem a ver com você e você merece algo melhor.

Saiba que conosco você tem um espaço seguro para promover seus estudos e superar as consequências emocionais de tratamentos tóxicos que tenha recebido em qualquer lugar. Nós sentimos muito que tenha sido tão difícil e queremos te dar a mão para seguir adiante.

Eu mesma já estive em muitos lugares onde as microagressões eram comuns. Hoje, escrevendo este texto, percebi o quanto eu me aprofundei nos estudos sobre saúde emocional, seja com cursos, livros e mesmo no meu TCC da graduação em Direito, onde escrevi sobre assédio moral organizacional e concluí que o assédio moral interpessoal é consequência de escolhas corporativas.

Hoje, após cerca de 10 anos estudando o tema para entender o que acontecia comigo e sair desses ambientes, estou preparada para ajudar mais pessoas a encontrarem força e novos caminhos além das dores emocionais.

Estamos juntos e juntas

Independente de quem você é ou do ambiente em que está inserido – saudável ou tóxico – sempre há espaço para crescimento e evolução. Aqui na CTA, estamos focados em realçar as real skills, que são a harmonização perfeita entre habilidades técnicas e pessoais.

Acompanhe nossas publicações para desbravar novas oportunidades de cursos e mentorias, impulsionando suas habilidades e alçando sua carreira a novos patamares. Desperte todo o seu potencial e embarque nessa jornada de autodescoberta, capacitando-se para um futuro repleto de conquistas e sucesso. O primeiro passo começa agora!”

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Mensagem de vida em equilíbrio: 7 aprendizados consolidados para mudar a sua.

Mensagem de vida em equilíbrio: 7 aprendizados consolidados para mudar a sua.

Este ano foi de muito trabalho, estudo e evolução. Veja a seguir os meus 7 principais aprendizados consolidados. Isso pode ser uma mensagem de vida para você!

Mensagem de vida em equilíbrio: 7 aprendizados consolidados para mudar a sua. alimentação saudável e exercício

Alimentação saudável

Hoje completei exatamente três anos sem fast-food. Eu reconheço que no dia-a-dia é muito prático recorrer a esse tipo de conveniência. No entanto, desde o final de 2019, mudei muito os meus hábitos alimentares. Quem faz jejum intermitente tem um período restrito de alimentação. No meu caso, 08 horas. Então preciso aproveitar esse intervalo para consumir nutrientes que me manterão saciado pelo período de jejum. Então, acostumei preparar os meus lanchinhos saudáveis intermediários para a minha janela alimentar. E com a Hélia não é diferente. Tanto dentro de casa como no escritório ou em viagem, não tem tempo ruim. Frutas, frutas secas, castanhas, legumes, verduras e outras particularidades gastronômicas que ela inova sem dó. Um lanche de salmão defumando com rúcula e molho de iogurte. Hamburger magro, brócolis com arroz basmati ou negro. Lentilha rosa, feijão azuki, trigo mourisco, açúcar de coco, temperos totalmente naturais, nada disso estava no meu dia-a-dia.  Sem contar que cada produto é escaneado e consultado no App Desrotulando. Não se consome nada que tenha nota ruim. E nada como você ver na mesa um abacate e depois surgir um mousse de chocolate feito dele. Diante disso, aqueles 60 Kg emagrecidos estão virando uma história cada vez mais distante, permitindo novas metas no futuro.

Exercício Físico

Dentre tantas mudanças de hábitos dos últimos 3 anos, eu incluí a prática de exercícios físicos. Esse ano foi a vez da eletroestimulação. Há muitos anos já tinha usado aquele “Total Shape” das propagandas. Era interessante, mas muito “fraquinho” para o meu tamanho na época. Pelo menos duas vezes por semana, nós vamos para a atividade. Somente 20 minutos por dia. Parece, mas não é pouco. O grande erro é criar uma conexão que fazer exercício físico emagrece. Ele é um aliado. E sem ter prazer em realizá-lo com alimentação adequada, esquece. O estresse de fazer algo que não te realiza, é equivalente a um trabalho ou relacionamento tóxico. Com regularidade semanal, me mantive durante todo o ano. Foram quase 40 check-ins, no Gympass. Mas vou aumentar a frequência.

Mensagem de vida em equilíbrio: 7 aprendizados consolidados para mudar a sua. Ritmo sustentável

Atividades de Desaceleração

Não é à toa que percebemos que os altos índices de burnout só sobem. O que não podemos fazer, é aceitar que a vida é assim mesmo e seguir desse jeito. Se você está sentindo cansaço, fadiga, perdendo a paciência com qualquer coisa, pare por um instante. Faça qualquer coisa que goste muito por alguns minutos. Vai perceber a diferença. Não é mais possível viver sem equilíbrio. Paradas durante a jornada são necessárias. Durante o dia, no meio da semana e nos finais de semana. E quando acontece sem planejar é melhor ainda. Não coloque tudo na agenda. Quem está no comando? Você ou ela? Se deixar ela vai te sufocar. Então, deixe no seu radar tempos livres. Nesses momentos você vai focar em algo faça você mudar de “seletor” de verdade, uma viagem por exemplo. Eu fiz durante todo o ano. Vou incorporar mais as práticas de meditação, por exemplo. Todas as vezes que fiz, senti muita diferença, logo após.

Trabalhe num ritmo sustentável

Existem atividades que temos que esticar o horário. É inevitável. Porém devemos também imediatamente compensar com alguma atividade dispersiva. Após algumas jornadas mais intensas, o descanso é fundamental para ter um rendimento sustentável. Se você anda trabalhando muito mais do que o recomendado, eu posso lhe afirmar que está lidando com uma “bomba relógio armada pronta para explodir”. O equilíbrio (homeostasia) torna a vida produtiva em todos os aspectos. O home office atenuou quem já não vinha administrando bem o seu tempo e dividindo as atividades de lazer, trabalho e estudo. Tudo tende a ir para os extremos.  E isso nunca é bom. Monte um dia-a-dia com atividades intercaladas e variadas. Isso tira você daquela rotina, em que se repete sempre as atividades e do mesmo jeito, para evoluí-las e explorá-las de forma que obtenha mais prazer em realizá-las. Não existe proporcionalidade adequada. Existe a necessidade de equilibrá-las. Só isso. Não se trata de um exercício simples de ser feito. Requer dedicação, muita disciplina e autoconhecimento.

Mensagem de vida em equilíbrio: 7 aprendizados consolidados para mudar a sua. Social e cultura

Conexões Pessoais

Após quase três anos de pandemia, nos acostumamos ao trabalho remoto. De fato, é muito mais prático e rápido para quase tudo. Mas como fica a nossa necessidade de contato social? Tivemos a nossa mentoria “Muito Além do Código” híbrida. Os encontros presenciais foram muito importantes para restabelecer as conexões entre os professores e alunos que estavam muito distantes. Então, quero ampliar esses encontros no próximo ano. Somos seres sociáveis e necessitamos desses momentos!

Ir ao teatro

Na minha vida passada, dentro dessa vida, não adquiri o hábito de participar de atividades culturais. Muito provavelmente pela carga horária excessiva de trabalho e estudo durante duas décadas. No período infanto-juvenil, não tenho lembranças de ter ido também. Então, reforçamos na vida adulta o que não praticamos nesse período de formação. Nos últimos anos acumulo somente quatro idas. Todas tiveram impacto positivo na minha vida. Durante aqueles minutos mágicos você pode refletir sobre tantos aspectos e tirar muitas lições. Os espetáculos foram: “O Vendedor de Sonhos”, “Candlelight Rock”, “A Christmas Carol” e “O Quebra Nozes”. A experiência é incrível e vou ampliar essas idas ao teatro.

Mensagem de vida em equilíbrio: 7 aprendizados consolidados para mudar a sua.. Protagonismo

Não terceirize os seus projetos

É comum e não deveria ser normal deixarmos nossos projetos pessoais e profissionais na mão de quem não tem poder de decisão para isso. Damos atenção sem perceber que as vezes as intenções não são as melhores. Passei 2022 incomodado com algumas coisas que ouvi. É claro que não foi a primeira vez que “soltaram” no mercado que o que vale mesmo é somente a experiência. E que ensino formal é bobagem, mera perda de tempo. Quero usar somente alguns exemplos para mostrar que essa história é uma das maiores falácias que você já poderia ter ouvido. Quando você tem idade para tirar a carteira de motorista. Você vai para a autoescola. Lá você não aprende a dirigir? Aprende o mínimo necessário suficiente para ter a habilitação. E é obvio que o dia-a-dia você vai aperfeiçoar, porque a base você já adquiriu. Como seria a sua experiência sem nunca ter tido nenhuma base? É possível aprender uma coreografia, ler uma partitura, a programar sozinho? Claro que sim, através de leituras, vídeos etc. Alguém transfere para você o que ele aprendeu. No estágio eu aprendo mais que na faculdade. Será? Tira tudo que aprendeu na faculdade, utilize somente vontade e motivação para codificar software ou gerir um projeto. Vai demorar muito mais tempo para conseguir. Estamos nos acostumando a desvalorizar as atividades dos outros, mas esperamos valorização nas nossas. Que tal construirmos juntos? E o primeiro passo é respeitar e valorizar tudo que nos foi passado desde a educação de nossos pais até das escolas. Você tem um raciocínio brilhante. Resultado de dom e treino. Muito treino que aquele professor do ensino fundamental, médio e superior te propiciaram através de muitas horas se dedicando para elaborar as suas aulas. Já passei por esse doutrinamento de que só trabalho e experiência têm valor. Só sei que não termina bem. Cria-se gaps que ao longo do tempo são insustentáveis. Não caia nessa. Pense nas razões pelas quais temos quase um milhão de vagas na área de TI sem preenchê-las. Na velocidade das transformações que vivemos atualmente, as suas escolhas poderão comprometer o seu futuro. E a única coisa que é irreversível na vida é o tempo. Não tem jeito, ele não volta atrás!


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Espero que esses aprendizados também o ajudem na sua jornada.

Um Feliz Ano Novo.

Sucesso sempre!

Prof. Dr. Marcelo Nogueira

Mensagem de vida em equilíbrio: 7 aprendizados consolidados para mudar a sua. Final
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Lições de vida: 10 aprendizados para mudar de rumo agora

Lições de vida: uma hora a clareza chega!

Aprendemos sempre, mas alguns insights mudam a nossa maneira de ver o mundo… Em 2022, foi aprendizado chegando de tudo quanto é lado. Finalmente, coisas que eram muito difíceis para mim começaram a se desenhar com uma clareza sem igual.

É verdade que foi um ano cheio de desafios, mas junto com eles, ganhamos força. Não aquela força física e muito menos aquela força moral que nos torna guerreiros. Mas uma força interior que nos torna mais sábios e mais donos de nós mesmos. Sinto que foi isso que ganhei em 2022. E isso vale muito mais do que dinheiro e que compensa o cansaço desses últimos dias.

Bom, sem mais delongas, confira aqui algumas sacadas que podem te ajudar em 2023.

A maturidade e entendimento das coisas leva tempo.

Você pode fazer mil cursos, ler um milhão de livros e artigos, passar por incontáveis experiências. Porém, o tempo tratará de unir todo o conhecimento adquirido e uma hora você se perceberá sábia diante de tudo isso. A vida te proverá de momentos em que você terá os recursos necessários para usar o conhecimento que adquiriu com maestría. É nessa ocasião em que você percebe que tudo faz sentido.

No fundo, todos temos uma criança ferida

Quantas vezes percebemos em nós ou em outros reações infantis, inocentes, incoerentes, inconsequentes? São apenas sinais de uma pessoa que não desenvolveu todas as habilidades para lidar com situações adversas. Isso é apenas um fato (justificável e reversível com boa vontade) e não motivo para depreciação. Esse olhar dá mais compaixão para a convivência consigo e com outros.

Reconheça seus traumas e se renda à vida

O que causa comportamentos disfuncionais são traumas, que são experiências difíceis vividas sem que houvesse o preparo para lidar com elas. Some-se a isso a solidão para gerenciar as consequências. A maioria de nós vivemos isso em algum grau. Isso nos dá alguns poderes de cura também. Porém só conseguimos percebê-los quando vamos além das dores que acompanham o trauma. Portanto, conhecê-los e aceitá-los ajuda muito. Assim, podemos abrir caminho para fazer algo bom com a vida.

A maior necessidade humana

Está errado quem pensa que seres humanos precisam de prazer ou de alimento. O que realmente preenche as pessoas é conexão. Sem isso, não só a mente, mas também o corpo adoece. Neste ano, aprofundei muito meus estudos sobre saúde mental e me deparei com farta literatura sobre a ligação direta entre a ausência de boas relações com adoecimentos, inclusive físicos. E isso é ainda mais grave quando falamos de crianças. Portanto, construa boas relações para si.

Há muuuito para desaprender

Muito se fala em crenças no mundo do desenvolvimento pessoal. Elas provém de ensinamentos, dogmas, experiências repetidas, interpretações equivocadas e podem estar acabando com a sua possibilidade de sucesso. Porém o que eu nunca ouvi ninguém falar é que você precisa desaprender mais que aprender. Quando a ficha cair que algo não te ajuda, desaprenda rápido para poder aprender o que vai te levar adiante.

Às vezes, a frieza é útil.

Na Copa do Mundo, ouvi muitos narradores falarem da frieza de certos jogadores em momentos decisivos. Também na vida, desapegar-se emocionalmente das expectativas alheias e focar no resultado almejado é o melhor a fazer por si. Do contrário, a dependência emocional de ser “bonzinho” te deixará na mediocridade.

A diferença entre líderes inspiradores, adultos funcionais e crianças num corpo grande

Falando em Copa do Mundo, pudemos ver o quanto a postura das pessoas em destaque importa. Comportamentos de fuga e evitação das responsabilidades como vimos na seleção brasileira causam consequências aos liderados (hierárquicos ou por influência), gerando riscos que poderiam ser evitados. Aos poucos, o insucesso passa a ser a única colheita possível.

Aja conforme o histórico do “cliente”

Essa é derivada do “corra com quem quer correr, ande com quem quer andar, pare com quem quer parar”. O cliente pode ser qualquer pessoa do seu círculo (pessoal ou profissional). Pare de insistir em agradar quem nunca esteve do seu lado. Só perde uma relação (amizade, familiar, profissional etc) quem tem uma. Por isso, os últimos dois anos por aqui foram sobre separar o joio do trigo, mais sobre eliminar do que conquistar conexões nas redes sociais.

Cuide mais de si do que dos outros

Não interessa se vão te achar egoísta, mesquinha, ingrata ou qualquer adjetivo depreciativo. Faça primeiro por você. Não há beleza em se ferir para agradar quem quer que seja. Se você está deixando de cuidar e fazer o que é importante para si, fazer pelos outros será a ponta do iceberg para abusos. Como diziam os antigos (ou a música dos años 2000), quem muito abaixa, mostra a b.nda.

Com tanta porcaria embalada para presente, por que deixar as suas dádivas escondidas na caverna?

Uma das coisas que mais estudei em 2022 foi marketing. E percebi que no geral, as pessoas se importam mais com o que parece bom e gera prazer do que em se conhecer. Só quem se trabalhou muito sabe quão difícil é a jornada. E isso é um grande desafio para quem trabalha com educação comportamental como eu. Mas não adianta falar de soft skills dentro da caverna. E esse será um grande objetivo em 2023, falar mais abertamente sobre o meu trabalho.

E o seu ano? Foi cheio de desafios também? Espero que tenha aprendido muito com a maioria deles! E que 2023 seja ainda mais inspirador e que seja mais leve! Que você possa conquistar mais e mais sonhos!

Continue contando conosco em 2023 e nos anos que seguirem.

Se você curtiu este post, poderá gostar também do meu workbook “O ano começa quando você decide”, com preço promocional por tempo limitado. Compre aqui com desconto.

Um grande abraço e até os próximos textos!

Hélia Scremin de Souza Germano Nogueira

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Quiet Quitting: corpo mole ou busca por uma vida que faz sentido?

Empresas e pessoas perdem enquanto o conflito prevalece.

O que de fato acontece no caso do quiet quitting é um conflito entre visões de mundo. (…) E pode estar justamente aí a salvação do trabalho, das empresas e principalmente das pessoas (…).

Nos últimos meses, temos visto uma chuva de artigos sobre um fenômeno que tem recebido o nome de “quiet quitting” ou demissão silenciosa. Já ouviu falar?

O nome – dado nos fóruns dos Estados Unidos e replicado por muitos colunistas mundo afora – sugere uma série de comportamentos que visam fazer apenas o mínimo para manter o emprego, quase uma operação tartaruga. Mas a própria comunidade profissional já vem criticando a nomenclatura.

E convenhamos, ela pode levar a muito preconceito e colocar gente cheia de potencial e comprometimento no mesmo balaio de gente sem ambição ou mesmo de gente inescrupulosa. O movimento que percebemos é apenas uma não aceitação da política exploratória que a sociedade se acostumou a achar “normal”. O que ouvimos dos jovens profissionais é uma busca por qualidade de vida, o que é diferente do presenteísmo (presença física concomitante com uma ausência mental do trabalho, que pode acender um alerta para problemas emocionais graves, ligados ou não ao ambiente laboral) ou do pouco caso.

Aqui na CTA entendemos que profissionais não são botões de liga e desliga. Por mais óbvio, vale lembrar que há um universo de nuances que compõem a experiência humana e somente rótulos como “certo x errado”, “bom x mau profissional” são expressões pobres para descrever algo tão grandioso. Mais que isso, como empresa de ensino na área de TI, somos convictos de que embora vivamos em um mundo moderno, seres humanos jamais devem ser tratados como se fossem máquinas.

Apenas a título de ilustração, podemos listar alguns tipos que poderiam ser enquadrados no termo:

  1. Gente que faz corpo mole, não cumpre nem o horário, larga todas as tarefas – inclusive decisões – na mão de subordinados;
  2. Gente que cumpre o expediente e faz um trabalho mais ou menos, com quem não dá pra contar na hora que as coisas apertam;
  3. Gente que dá seu melhor, mas não ouse falar em hora extra, nem mesmo diante de situações extremas;
  4. Gente que tem problemas reais de saúde (própria ou de familiar – em geral mulheres com filhos), que têm necessidade verdadeira de se ausentar por motivos de força maior;
  5. Gente cheia de problema emocional, com sobrecarga psíquica incapacitante parcial ou total, permanente ou temporária, mas que é honesta (e que precisa parecer forte) demais para pedir um atestado e vai trabalhar mesmo sem ter muitas condições;
  6. Gente que cumpre horário e dá conta de várias tarefas em pouco tempo, mas que não se prontifica para tarefas além do escopo de sua função…

O que é facilmente detectável é que essas pessoas não têm comportamentos semelhantes, muito menos agem pelos mesmos motivos.

(…) a própria comunidade profissional já vem criticando a nomenclatura. (…) ela pode levar a muito preconceito e colocar gente cheia de potencial e comprometimento no mesmo balaio de gente sem ambição ou mesmo de gente inescrupulosa.

As gerações anteriores à Y, foram forjadas em um modo de vida mais voltada ao mundo do trabalho, focada em ser e/ou parecer produtivo. Hoje sabemos que nosso estilo de trabalho atual, com demasiada interação com pessoas e telas, é prejudicial à saúde por promover estresse superior aos níveis considerados adequados e equilibrados. Antes, isso não estava tão claro e o que importava para grande parte dessas pessoas era tempo à mesa. Gente que precisa espairecer – mesmo diante de horas de atividade mental extenuante – parecia vagal. Essa mentalidade começou a ser modificada pela geração dos anos 80 e é dominante entre os jovens da geração Z que estão cada vez mais presentes no mercado de trabalho.

Os filmes dos anos 1980, 1990 e 2000 eram cheios de workaholics sem vida social, afetiva e familiar saudável e equilibrada. Era o modus operandi das gerações anteriores e esse padrão tinha que mudar. E foi a geração Y que puxou o bonde para a mentalidade já dominante na geração Z: a busca por saúde mental e balanço entre vida profissional e pessoal.

Isso está errado? Para usar mais um exemplo pop, quem assistiu à série Emily em Paris, da Netflix, viu em sátira o quanto a cultura francesa prega pela separação total entre o mundo do trabalho e o profissional. Assim também é em Portugal, onde temos profunda vivência, como continua na cultura francesa mesmo na era das reuniões online. A cultura do overdelivery veio dos Estados Unidos para o Brasil e se mesclou à nossa Geleia Geral de descendentes de escravizados e senhores (todos juntos e misturados) e foi levado ao extremo. Qualquer coisa diferente da entrega e submissão total além do combinado já é vista com maus olhos, inclusive entre os pares.

E se construíssemos uma cultura (…) de contribuição (…), gerando ambientes saudáveis, com menos horas de expediente, mais flexibilidade, gentileza e honestidade entre todos, melhores salários e diálogos?

O que de fato acontece no caso do quiet quitting é um conflito entre visões de mundo. Passamos gerações demais sendo excessivamente identificados socialmente por meio do trabalho. A sujeição é tanta que muita gente, ao deixar uma empresa, perde também seu referencial de pertencimento na sociedade, com casos de adoecimento mental. Afinal, há sempre um status relacionado ao cargo, à empresa, ao setor. As perdas são reais e as consequências psicológicas também.

Hoje, as gerações querem ser mais que uma matrícula funcional. Propósito, realização, conexões humanas saudáveis já pesam muito mais que há algumas décadas e a vivência pandêmica enalteceu essa preferência. Nenhum problema nisso! E pode estar justamente aí a salvação do trabalho, das empresas e principalmente das pessoas envolvidas em todo o processo. Ignorar as necessidades das pessoas traz problemas inclusive para as empresas e, consequentemente, para os outros seres humanos que insistem em negligenciá-las.

E se construíssemos uma cultura genuinamente brasileira de contribuição e hospitalidade empresarial e profissional, gerando ambientes saudáveis, com menos horas de expediente, mais flexibilidade, gentileza e honestidade entre todos, melhores salários e diálogos? Será que teríamos mais gente empregada? Mais sucesso nos projetos? Mais qualidade de vida para empregados e empregadores?

A CTA aposta que sim e quer estar ao lado de profissionais e empresários para tornar essa realidade viável o mais rápido possível, oferecendo formações e mentorias em habilidades técnicas e gerenciais e promovendo transformações em habilidades comportamentais para uma cultura de prosperidade e empoderamento pessoal e empresarial.

Defendemos que conhecer as necessidades, preferências e habilidades das pessoas e coloca-las nos lugares adequados para que possam dar o melhor de si pode mudar a situação atual. Para isso, oferecemos recursos e ferramentas para você saber mais sobre e aprimorar as suas skills e da sua equipe. Entre em contato conosco e descubra o Universo CTA.

Prof. Dr. Marcelo Nogueira e Profª. Hélia Scremin de Souza Germano Nogueira