Publicado em

Orientação de carreira: 4 segredos para o seu sucesso em TI

Você já imaginou onde estará daqui a 5 anos na sua carreira de TI? Talvez gerenciando um time de tecnologia, trabalhando no exterior ou liderando projetos inovadores. Mas… você tem clareza sobre os próximos passos para chegar lá? A orientação de carreira pode ajudar.



O mercado de TI está crescendo como nunca antes, mas isso não significa que conseguir um bom emprego seja fácil. A quantidade de caminhos possíveis pode deixar qualquer estudante confuso: Desenvolvimento? Segurança? Cloud? Gestão? Trabalhar para uma grande empresa ou empreender? “São tantas emoções”… já dizia o poeta.

Se você sente essa dúvida, saiba que não está sozinho. É super comum terminar a graduação sem clareza sobre o que realmente se quer e o que fazer para chegar lá. E é aí que a orientação de carreira pode mudar o jogo.

O Desafio: Muitos estudantes esperam demais para planejar o futuro

É comum pensar que o diploma, por si só, será suficiente para garantir uma boa colocação. Mas o que realmente faz diferença não é apenas o que você aprende, e sim as decisões estratégicas que você toma ao longo do caminho, as oportunidades que você abraça e as que você deixa escapar porque sequer sabia que eram possíveis.

Nem sempre podemos contar com pessoas experientes e bem intencionadas no caminho. Também é bastante frequente vermos jovens que são os primeiros da família a conquistar o nível superior. Trilhar uma jornada diferente é um caminho solitário nesses casos. Por isso, ter um professor, um colega de trabalho ou chefe que mostre o caminho pode ser de grande ajuda. Sem essas figuras de apoio, os maiores dilemas podem facilmente aparecer:

  • Sem clareza sobre o caminho profissional, muitos estudantes só percebem o que realmente querem após muitos anos de mercado – e aí pode ser tarde para aproveitar oportunidades da graduação e dos primeiros anos após a formatura.
  • A falta de direcionamento pode levar à procrastinação na construção do portfólio e networking, dois fatores críticos para conseguir um bom emprego.

Pós-graduação CTA-UNIP: MBA - Inteligência Artificial e Data Science aplicadas a negócios
Pós-graduação CTA-UNIP: Engenharia de Software
[activecampaign form=11 css=1]
[activecampaign form=12 css=1]

Os Benefícios de ter uma orientação de carreira na graduação

A orientação de carreira te ajudará a superar seus desafios profissionais.

1. Você economiza tempo e evita decisões erradas

Ao entender desde cedo quais áreas fazem mais sentido para o seu perfil, você pode focar seus estudos e projetos no que realmente importa.

2. Você constrói uma rede de contatos profissionais estratégico mais cedo

A faculdade oferece diversas oportunidades para conhecer profissionais da área, mas se você não sabe o que quer, não sabe quais conexões priorizar.

3. Você pode entrar no mercado com mais vantagem competitiva

Quem planeja desde cedo pode conseguir estágios alinhados com seus objetivos, além de certificações relevantes e um portfólio robusto antes mesmo de se formar.

4. Você aprende a promover seu currículo sem comparações e sem ansiedade

É normal se deparar com um currículo “magrinho” no início da carreira, mas com a orientação correta, você aprende a alimentá-lo de acordo com o seu nível e experiências, sem mentir e sem se comparar com profissionais mais experientes.

Como começar?

A melhor forma de encontrar o caminho certo para sua carreira em TI é conversando com quem já trilhou esse percurso. Por isso, em ocasiões especiais, como a época de formatura, oferecemos uma sessões estratégicas especiais para novos profissionais. Essas sessões virtuais são um momento seguro, dedicado a você, onde você pode tirar dúvidas, entender melhor suas opções e traçar um plano para os próximos anos.

Quer saber mais sobre as vantagens de ter uma orientação exclusiva com nosso diretor?

Imagine o quanto a sua carreira pode se transformar! Não deixe essa oportunidade passar!

Descubra como você pode ganhar a sua orientação de carreira

Confira em nossa página especial!

[activecampaign form=20 css=1]

Publicado em 2 comentários

Quem disse que o Google tudo sabe?

Afinal, o Google tudo sabe?

Quem nunca brincou com o fato de o Google, Microsoft e outras big techs terem praticamente todos os dados sobre seus comportamentos online? (Rindo de nervoso!)

Se o Natal não tivesse passado, eu brincaria que estávamos perto de descobrir quem era o Papai Noel da música “Santa Claus is coming to town”… (Ele vê quando você está dormindo, Ele sabe quando você está acordado, Ele sabe quando você foi mau ou bom).

Notícias da terra do Tio Sam

O Google não admitiu publicamente ter captado informações de seus usuários… porém, está fechando acordo com um grupo de pessoas que alegaram ter seus dados utilizados pela gigante do Vale do Silício… mesmo quando navegavam em modo anônimo!!!

olhar feminino mostra o G colorido remetendo à logo do Google

A empresa foi acionada em uma ação judicial na Califórnia, EUA, que pedia indenização de US$5 bilhões. Antes da audiência, marcada para fevereiro, propôs um acordo. Alguns sites chegaram a afirmar que a bigtech teria confessado que acessava dados indevidamente. Contudo, as informações foram rapidamente retificadas, pois não houve declaração oficial de nenhuma das partes envolvidas no caso. (Informações do Terra e do G1)

E o que tiramos de lição com isso? Ainda temos muuuito o que falar e ainda precisamos dar muito mais atenção à segurança da informação. Nenhuma bigtech dirá que viola intencionalmente ou não as diretrizes de privacidade de dados. E ninguém quer que isso aconteça.

Então, cabe a nós a difícil tarefa de minimizarmos a exposição de nossos dados, tanto pessoais quanto das empresas onde trabalhamos.

O que o professor Marcelo fala sobre o assunto?

A GDPR e a LGPD regulamentaram muitas coisas, mas as empresas ainda têm muita dificuldade para implementar, especialmente no Brasil. Existe também um aspecto cultural que ainda vê esse tipo de proteção ao usuário como um obstáculo aos negócios. De toda forma, as leis são mandatórias, não cabendo escolher cumpri-las ou não.

Nem todos têm a confiabilidade do Google, e mesmo assim, há vulnerabilidades.

Prof. Dr. Marcelo Nogueira

O Google está nos EUA, onde o cumprimento das normas (como a ADPPA e a CPRA) é fiscalizado de maneira ainda mais severa. Existe muito rigor, então a probabilidade de algo assim acontecer é muito pequena. Esse acordo causa estranheza.

Para os brasileiros, embora a legislação seja outra, não faz sentido pensar em uma lógica de proteção diferente. Os servidores de dados do Google estão nos EUA, logo, os nossos dados devem passar pelo mesmo processo de segurança.

De toda forma, continue cuidando dos seus dados e escolha bem onde insere e em quais sites confia para manipulá-los. Nem todos têm a confiabilidade do Google, e mesmo assim, há vulnerabilidades.

O horizonte

Como dizia a música do Papai Noel… “É melhor você tomar cuidado”!

Brincadeiras à parte, o professor Marcelo está ansioso para falar ainda mais sobre este e outros temas.

Acompanhe nossos próximos posts e inscreva-se para receber nossas newsletters.

Acesse também nosso canal do YouTube para ser notificado das lives que estarão a todo vapor em 2024.

conheça cursos e mentorias CTA
Publicado em

Submarino ou Submersível? Uma tragédia evitável!

Foto de dois submarinos e do submersível Ocean Gate com os dizeres: "Submarino ou Submersível? Uma tragédia evitável)

O que você vai ler sobre o caso do submersível Ocean Gate

As notícias

Você já viu nas notícias que um submersível da OceanGate sofreu uma implosão catastrófica, resultando na perda trágica de vidas.

Como uma empresa responsável e focada em qualidade, gerida por um doutor em gestão de riscos em projetos e uma jurista, é crucial abordar essa questão.

Descobriu-se que o submersível foi construído fora dos padrões internacionais de segurança para submarinos e que não possuía certificação de qualidade. Portanto, não pode ser considerado um submarino, mas um mero veículo submersível ou alguma outra categoria ainda a ser definida.

Além disso, todos os passageiros a bordo haviam assinado um termo de não responsabilização pela OceanGate, assumindo todos os riscos envolvidos. Embora os passageiros tenham concordado em assumir pessoalmente os riscos, é importante ressaltar a importância da conformidade aos requisitos de segurança.

Responsabilidades

As empresas têm a responsabilidade moral e ética de garantir que seus produtos atendam aos padrões necessários para proteger a vida humana, independentemente de termos de não responsabilização.

A inovação não pode justificar a falta de conformidade dos requisitos de segurança. Além disso, é essencial questionar a supervisão e a fiscalização das autoridades.

[continua após a imagem…]


Saiba mais sobre inovação, moral e ética em dados
banner pós MBA IADS

Gestão de riscos

Mesmo com os passageiros assumindo os riscos, as autoridades regulatórias devem garantir que as empresas cumpram os requisitos de segurança e operem de acordo com as regulamentações aplicáveis.

Essa tragédia destaca a importância da gestão de riscos em projetos. A segurança e a proteção da vida humana devem ser prioridades, independentemente de qualquer termo de não responsabilização.

Quase 40 especialistas – QUARENTA EXPERTS!! – na área alertaram sobre os riscos e foram totalmente ignorados pelos responsáveis pela empresa.

Lições

Aprendemos com os erros e trabalhamos para garantir que tragédias como essa nunca se repitam. Precisamos absorver lições dessa experiência e trabalhar juntos para criar um ambiente mais seguro em todos os projetos.

Por isso, como estudiosos e cientistas focados em excelência, enfatizamos a necessidade de atentar-se à conformidade rigorosa com os requisitos de segurança, fiscalização adequada e responsabilidade corporativa.

Professores Marcelo Nogueira e Hélia Scremin de Souza Germano Nogueira

CTA Informática

#gestãoderiscos #segurançaemprojetos #responsabilidadecorporativa #submarino #submersível #oceangate


Saiba mais sobre a importância das certificações, normas, gestão de riscos e projetos de software:
banner pós Engenharia de Software

Publicado em

Pra que estudar: “Eu nunca vou usar isso na vida”. Será?

Pra que estudar - eu nunca vou usar isso na vida (meme)
Nota: isso é apenas um meme. Leia o texto.

Você já falou isso antes!

Você e eu já ouvimos mais de uma pessoa questionar um ensinamento ou conceito. Alguém que lerá esse texto foi certamente uma das milhares de pessoas a vociferarem: “Pra que estudar isso”? “Eu nunca vou usar fórmula de Bhaskara na vida”, “pra que saber geometria espacial das moléculas” ou “pra que ficar conjugando verbo”. Que jogue a primeira pedra quem nunca ouviu ou falou uma dessas ou qualquer coisa parecida.

Não sei quanto a você, mas hoje eu vejo que sou capaz de entender e explicar por que um produto de limpeza funciona e outro não só com conhecimentos médios sobre polaridade das moléculas, pH e funções químicas. Sei que meu forno elétrico funciona porque a eletricidade se converte em calor pela dissipação de energia do filamento de resistência.

Entendo que meus equipamentos eletrônicos são “carregados” pelo campo eletromagnético que entra e sai numa direção ou outra (e nesse momento estou lembrando das brincadeiras do meu professor de física). Sei que o asfalto feito com resíduo de borracha é melhor porque a troca de elétrons com o pneu é menor e que há menos atrito devido aos coeficientes serem iguais.

Parece bobeira… ou não!

Sabe, são coisas banais, mas teve muita gente estudando duro pra poder democratizar esse conhecimento a ponto de ele se tornar leviano. E hoje mesmo, em algum lugar não muito distante de você, tem mais gente fazendo ciência dentro de Universidades, empresas ou em laboratórios caseiros. Quisera eu que tivéssemos ainda mais cientistas buscando curas para doenças graves, pensando em como aplacar o sofrimento humano, mas isso é papo pra outra hora.

O que você não vê…

Você não consegue valorizar a ciência? Jogue seu smartphone, sua casa confortável e seus tênis e roupas tecnológicos fora agora mesmo. É por causa de “nerds”, “malucos”, “CDFs” e “lunáticos” que você tem tudo isso.

Por trás de cada micro acontecimento para o qual temos explicações hoje, existe um monte de ciência por trás. Muita gente se envolveu, se debruçou sobre cálculos, planilhas, estudos, testes. Muitos colocaram a vida em risco para trazer luz sobre coisas que hoje nos parecem óbvias.

Estude a história de grandes cientistas para entender quanto estudo há por trás de tudo que você torce o nariz hoje achando pouco importante. Depois você pode pensar na “inutilidade” dos currículos da educação básica.

Grandes nomes para você se inspirar – e saber pra que estudar

Aí vai uma lista de apenas alguns gênios sobre os quais você pode ler mais coisas interessantes:

Albert Einstein - pra que estudar

Albert Einstein: além da famosa fórmula ‘E=mc²’ e da unificação da teoria da relatividade (já estudada antes por outros autores), descobriu a lei do efeito fotoelétrico, criou as bases para a física moderna e a mecânica quântica. Sua teoria sobre buracos negros demorou mais de cem anos para ser reconhecida e comprovada. Seu nome virou sinônimo de gênio.

Ada Lovelace: escreveu o primeiro algoritmo a ser processado por uma máquina.

Ada Lovelace - pra que estudar
Alan Turin - pra que estudar

Alan Turing: considerado o pai da computação, ajudou a decriptar a máquina Enigma em contribuição com o Exército Britânico. Estima-se que esse trabalho tenha reduzido a duração do conflito em cerca de dois anos e salvo 14 milhões de vidas.

Grace Murray Hopper: criou, em 1944 a linguagem de programação que foi base para a criação do Cobol. Também foi a primeira a identificar, em 1947, um bug de computador, literalmente um inseto no meio dos componentes.

Grace Hopper - pra que estudar
John Von NeumannJohn von Neumann: criou o primeiro computador de uso profissional para as Forças Armadas dos Estados Unidos. Foi ele quem sugeriu que as instruções fossem armazenadas na memória do computador, facilitando o manuseio dos programas. Seu trabalho reverbera hoje no que conhecemos por armazenamento (físico ou em nuvem), programação, teoria da computação e construção de hardware.

John von Neumann: criou o primeiro computador de uso profissional para as Forças Armadas dos Estados Unidos. Foi ele quem sugeriu que as instruções fossem armazenadas na memória do computador, facilitando o manuseio dos programas. Seu trabalho reverbera hoje no que conhecemos por armazenamento (físico ou em nuvem), programação, teoria da computação e construção de hardware.

Marie Curie: seus estudos levaram ao entendimento e posterior descoberta da energia nuclear. Conta-se que a exposição à radioatividade dos elementos afetou sua saúde.

Marie Curie- pra que estudar
Tesla - pra que estudar

Nikola Tesla: Venceu a batalha contra Thomas Edison ao defender a distribuição de energia elétrica por corrente alternada e deixou inúmeras patentes de invenções e uma história de vida bastante controversa.

Ernest Rutherford: criou o conceito atômico, de um núcleo onde se concentra a massa com carga positiva envolto por elétrons. Niels Bohr aperfeiçoou a teoria, incluindo as camadas da eletrosfera e organizando a tabela periódica. Por causa desses avanços, hoje é possível estudar diversas partículas sub-atômicas que poderão afetar o entendimento do mundo e da vida.

Florence Nightingale: descobriu, no séc. XIX, que a higiene e condições sanitárias do ambiente colaborava para a melhoria dos pacientes.

Galileu Galilei: considerado o pai da ciência moderna e da astronomia, também criou um dispositivo que foi precursor do termômetro, defendeu que a natureza segue regras matemáticas e aprimorou instrumentos como bússolas e telescópios. Foi condenado pela Inquisição por defender o heliocentrismo, teoria de Nicolau Copérnico, aceita até hoje, segundo a qual os corpos celestes giram em torno do Sol.

Guglielmo Marconi: fez diversos testes de transmissão de dados com o telégrafo (na época apenas pulsos de som, alguns dos quais teriam sido acidentalmente interceptados por Tesla), acabou inventando o rádio, invenção também reivindicada pelo padre brasileiro Landel de Moura.

Joseph John Thomson: identificou o elétron, a primeira partícula subatômica. Na prática, o elétron está envolvido no fluxo de energia elétrica, no ciclo da chuva e até nos esbarrões que você dá nas pessoas por aí.

Louis Pasteur: criou um método de eliminação de micro-organismos baseado em altas temperaturas que é utilizado hoje no seu leite e em muitos sucos e sorvetes que você toma.

Mária Telkes: comprovou a possibilidade de captar energia solar para geração de energia elétrica.

Michael Faraday: sabe quando o seu celular para de funcionar no elevador e na garagem do supermercado ou do shopping? É um fenômeno físico chamado gaiola de Faraday, que basicamente é o bloqueio da propagação de ondas eletromagnéticas por causa da quantidade de camadas interpostas de ferro e concreto.

Naive Bayes: Criou um algoritmo capaz de gerar uma tabela de probabilidades a partir da classificação de dados. Sua contribuição é largamente utilizada em Estatística e em Machine Learning.

Pierre-Simon Laplace: criou a regra de Sarrus, para encontrar a determinante de matrizes (elas ajudam muito na aplicação da Inteligência Artificial e na Engenharia de Controle e Automação), estabeleceu leis sobre a dinâmica de fluídos e muito mais.

Rosalind Franklin: contribuiu para o entendimento das estruturas moleculares do DNA, RNA, vírus, carvão mineral e grafite.

Sigmund Freud: pai da psicanálise, foi o primeiro a determinar que existe uma mente além do corpo, abrindo espaço para outros teóricos como Jung, Lacan, Adler, Ferenczi, Reich e muitos outros.

Ficou inspirado?

Espero que este texto sirva de inspiração para você estudar cada vez mais e criar muita ciência nesse mundo ainda carente de muitas soluções.

Se você já entendeu que estudar é um caminho sem volta e com um destino sempre muito melhor! Você está no lugar certo!

Vem conhecer nossos programas de capacitação com cursos livres, mentorias, pós-graduações, certificações internacionais e muito mais!

turbinar a carreira
Publicado em

Mensagem de vida em equilíbrio: 7 aprendizados consolidados para mudar a sua.

Mensagem de vida em equilíbrio: 7 aprendizados consolidados para mudar a sua.

Este ano foi de muito trabalho, estudo e evolução. Veja a seguir os meus 7 principais aprendizados consolidados. Isso pode ser uma mensagem de vida para você!

Mensagem de vida em equilíbrio: 7 aprendizados consolidados para mudar a sua. alimentação saudável e exercício

Alimentação saudável

Hoje completei exatamente três anos sem fast-food. Eu reconheço que no dia-a-dia é muito prático recorrer a esse tipo de conveniência. No entanto, desde o final de 2019, mudei muito os meus hábitos alimentares. Quem faz jejum intermitente tem um período restrito de alimentação. No meu caso, 08 horas. Então preciso aproveitar esse intervalo para consumir nutrientes que me manterão saciado pelo período de jejum. Então, acostumei preparar os meus lanchinhos saudáveis intermediários para a minha janela alimentar. E com a Hélia não é diferente. Tanto dentro de casa como no escritório ou em viagem, não tem tempo ruim. Frutas, frutas secas, castanhas, legumes, verduras e outras particularidades gastronômicas que ela inova sem dó. Um lanche de salmão defumando com rúcula e molho de iogurte. Hamburger magro, brócolis com arroz basmati ou negro. Lentilha rosa, feijão azuki, trigo mourisco, açúcar de coco, temperos totalmente naturais, nada disso estava no meu dia-a-dia.  Sem contar que cada produto é escaneado e consultado no App Desrotulando. Não se consome nada que tenha nota ruim. E nada como você ver na mesa um abacate e depois surgir um mousse de chocolate feito dele. Diante disso, aqueles 60 Kg emagrecidos estão virando uma história cada vez mais distante, permitindo novas metas no futuro.

Exercício Físico

Dentre tantas mudanças de hábitos dos últimos 3 anos, eu incluí a prática de exercícios físicos. Esse ano foi a vez da eletroestimulação. Há muitos anos já tinha usado aquele “Total Shape” das propagandas. Era interessante, mas muito “fraquinho” para o meu tamanho na época. Pelo menos duas vezes por semana, nós vamos para a atividade. Somente 20 minutos por dia. Parece, mas não é pouco. O grande erro é criar uma conexão que fazer exercício físico emagrece. Ele é um aliado. E sem ter prazer em realizá-lo com alimentação adequada, esquece. O estresse de fazer algo que não te realiza, é equivalente a um trabalho ou relacionamento tóxico. Com regularidade semanal, me mantive durante todo o ano. Foram quase 40 check-ins, no Gympass. Mas vou aumentar a frequência.

Mensagem de vida em equilíbrio: 7 aprendizados consolidados para mudar a sua. Ritmo sustentável

Atividades de Desaceleração

Não é à toa que percebemos que os altos índices de burnout só sobem. O que não podemos fazer, é aceitar que a vida é assim mesmo e seguir desse jeito. Se você está sentindo cansaço, fadiga, perdendo a paciência com qualquer coisa, pare por um instante. Faça qualquer coisa que goste muito por alguns minutos. Vai perceber a diferença. Não é mais possível viver sem equilíbrio. Paradas durante a jornada são necessárias. Durante o dia, no meio da semana e nos finais de semana. E quando acontece sem planejar é melhor ainda. Não coloque tudo na agenda. Quem está no comando? Você ou ela? Se deixar ela vai te sufocar. Então, deixe no seu radar tempos livres. Nesses momentos você vai focar em algo faça você mudar de “seletor” de verdade, uma viagem por exemplo. Eu fiz durante todo o ano. Vou incorporar mais as práticas de meditação, por exemplo. Todas as vezes que fiz, senti muita diferença, logo após.

Trabalhe num ritmo sustentável

Existem atividades que temos que esticar o horário. É inevitável. Porém devemos também imediatamente compensar com alguma atividade dispersiva. Após algumas jornadas mais intensas, o descanso é fundamental para ter um rendimento sustentável. Se você anda trabalhando muito mais do que o recomendado, eu posso lhe afirmar que está lidando com uma “bomba relógio armada pronta para explodir”. O equilíbrio (homeostasia) torna a vida produtiva em todos os aspectos. O home office atenuou quem já não vinha administrando bem o seu tempo e dividindo as atividades de lazer, trabalho e estudo. Tudo tende a ir para os extremos.  E isso nunca é bom. Monte um dia-a-dia com atividades intercaladas e variadas. Isso tira você daquela rotina, em que se repete sempre as atividades e do mesmo jeito, para evoluí-las e explorá-las de forma que obtenha mais prazer em realizá-las. Não existe proporcionalidade adequada. Existe a necessidade de equilibrá-las. Só isso. Não se trata de um exercício simples de ser feito. Requer dedicação, muita disciplina e autoconhecimento.

Mensagem de vida em equilíbrio: 7 aprendizados consolidados para mudar a sua. Social e cultura

Conexões Pessoais

Após quase três anos de pandemia, nos acostumamos ao trabalho remoto. De fato, é muito mais prático e rápido para quase tudo. Mas como fica a nossa necessidade de contato social? Tivemos a nossa mentoria “Muito Além do Código” híbrida. Os encontros presenciais foram muito importantes para restabelecer as conexões entre os professores e alunos que estavam muito distantes. Então, quero ampliar esses encontros no próximo ano. Somos seres sociáveis e necessitamos desses momentos!

Ir ao teatro

Na minha vida passada, dentro dessa vida, não adquiri o hábito de participar de atividades culturais. Muito provavelmente pela carga horária excessiva de trabalho e estudo durante duas décadas. No período infanto-juvenil, não tenho lembranças de ter ido também. Então, reforçamos na vida adulta o que não praticamos nesse período de formação. Nos últimos anos acumulo somente quatro idas. Todas tiveram impacto positivo na minha vida. Durante aqueles minutos mágicos você pode refletir sobre tantos aspectos e tirar muitas lições. Os espetáculos foram: “O Vendedor de Sonhos”, “Candlelight Rock”, “A Christmas Carol” e “O Quebra Nozes”. A experiência é incrível e vou ampliar essas idas ao teatro.

Mensagem de vida em equilíbrio: 7 aprendizados consolidados para mudar a sua.. Protagonismo

Não terceirize os seus projetos

É comum e não deveria ser normal deixarmos nossos projetos pessoais e profissionais na mão de quem não tem poder de decisão para isso. Damos atenção sem perceber que as vezes as intenções não são as melhores. Passei 2022 incomodado com algumas coisas que ouvi. É claro que não foi a primeira vez que “soltaram” no mercado que o que vale mesmo é somente a experiência. E que ensino formal é bobagem, mera perda de tempo. Quero usar somente alguns exemplos para mostrar que essa história é uma das maiores falácias que você já poderia ter ouvido. Quando você tem idade para tirar a carteira de motorista. Você vai para a autoescola. Lá você não aprende a dirigir? Aprende o mínimo necessário suficiente para ter a habilitação. E é obvio que o dia-a-dia você vai aperfeiçoar, porque a base você já adquiriu. Como seria a sua experiência sem nunca ter tido nenhuma base? É possível aprender uma coreografia, ler uma partitura, a programar sozinho? Claro que sim, através de leituras, vídeos etc. Alguém transfere para você o que ele aprendeu. No estágio eu aprendo mais que na faculdade. Será? Tira tudo que aprendeu na faculdade, utilize somente vontade e motivação para codificar software ou gerir um projeto. Vai demorar muito mais tempo para conseguir. Estamos nos acostumando a desvalorizar as atividades dos outros, mas esperamos valorização nas nossas. Que tal construirmos juntos? E o primeiro passo é respeitar e valorizar tudo que nos foi passado desde a educação de nossos pais até das escolas. Você tem um raciocínio brilhante. Resultado de dom e treino. Muito treino que aquele professor do ensino fundamental, médio e superior te propiciaram através de muitas horas se dedicando para elaborar as suas aulas. Já passei por esse doutrinamento de que só trabalho e experiência têm valor. Só sei que não termina bem. Cria-se gaps que ao longo do tempo são insustentáveis. Não caia nessa. Pense nas razões pelas quais temos quase um milhão de vagas na área de TI sem preenchê-las. Na velocidade das transformações que vivemos atualmente, as suas escolhas poderão comprometer o seu futuro. E a única coisa que é irreversível na vida é o tempo. Não tem jeito, ele não volta atrás!


conheça cursos e mentorias CTA

Espero que esses aprendizados também o ajudem na sua jornada.

Um Feliz Ano Novo.

Sucesso sempre!

Prof. Dr. Marcelo Nogueira

Mensagem de vida em equilíbrio: 7 aprendizados consolidados para mudar a sua. Final
Publicado em

Lições de vida: 10 aprendizados para mudar de rumo agora

Lições de vida: uma hora a clareza chega!

Aprendemos sempre, mas alguns insights mudam a nossa maneira de ver o mundo… Em 2022, foi aprendizado chegando de tudo quanto é lado. Finalmente, coisas que eram muito difíceis para mim começaram a se desenhar com uma clareza sem igual.

É verdade que foi um ano cheio de desafios, mas junto com eles, ganhamos força. Não aquela força física e muito menos aquela força moral que nos torna guerreiros. Mas uma força interior que nos torna mais sábios e mais donos de nós mesmos. Sinto que foi isso que ganhei em 2022. E isso vale muito mais do que dinheiro e que compensa o cansaço desses últimos dias.

Bom, sem mais delongas, confira aqui algumas sacadas que podem te ajudar em 2023.

A maturidade e entendimento das coisas leva tempo.

Você pode fazer mil cursos, ler um milhão de livros e artigos, passar por incontáveis experiências. Porém, o tempo tratará de unir todo o conhecimento adquirido e uma hora você se perceberá sábia diante de tudo isso. A vida te proverá de momentos em que você terá os recursos necessários para usar o conhecimento que adquiriu com maestría. É nessa ocasião em que você percebe que tudo faz sentido.

No fundo, todos temos uma criança ferida

Quantas vezes percebemos em nós ou em outros reações infantis, inocentes, incoerentes, inconsequentes? São apenas sinais de uma pessoa que não desenvolveu todas as habilidades para lidar com situações adversas. Isso é apenas um fato (justificável e reversível com boa vontade) e não motivo para depreciação. Esse olhar dá mais compaixão para a convivência consigo e com outros.

Reconheça seus traumas e se renda à vida

O que causa comportamentos disfuncionais são traumas, que são experiências difíceis vividas sem que houvesse o preparo para lidar com elas. Some-se a isso a solidão para gerenciar as consequências. A maioria de nós vivemos isso em algum grau. Isso nos dá alguns poderes de cura também. Porém só conseguimos percebê-los quando vamos além das dores que acompanham o trauma. Portanto, conhecê-los e aceitá-los ajuda muito. Assim, podemos abrir caminho para fazer algo bom com a vida.

A maior necessidade humana

Está errado quem pensa que seres humanos precisam de prazer ou de alimento. O que realmente preenche as pessoas é conexão. Sem isso, não só a mente, mas também o corpo adoece. Neste ano, aprofundei muito meus estudos sobre saúde mental e me deparei com farta literatura sobre a ligação direta entre a ausência de boas relações com adoecimentos, inclusive físicos. E isso é ainda mais grave quando falamos de crianças. Portanto, construa boas relações para si.

Há muuuito para desaprender

Muito se fala em crenças no mundo do desenvolvimento pessoal. Elas provém de ensinamentos, dogmas, experiências repetidas, interpretações equivocadas e podem estar acabando com a sua possibilidade de sucesso. Porém o que eu nunca ouvi ninguém falar é que você precisa desaprender mais que aprender. Quando a ficha cair que algo não te ajuda, desaprenda rápido para poder aprender o que vai te levar adiante.

Às vezes, a frieza é útil.

Na Copa do Mundo, ouvi muitos narradores falarem da frieza de certos jogadores em momentos decisivos. Também na vida, desapegar-se emocionalmente das expectativas alheias e focar no resultado almejado é o melhor a fazer por si. Do contrário, a dependência emocional de ser “bonzinho” te deixará na mediocridade.

A diferença entre líderes inspiradores, adultos funcionais e crianças num corpo grande

Falando em Copa do Mundo, pudemos ver o quanto a postura das pessoas em destaque importa. Comportamentos de fuga e evitação das responsabilidades como vimos na seleção brasileira causam consequências aos liderados (hierárquicos ou por influência), gerando riscos que poderiam ser evitados. Aos poucos, o insucesso passa a ser a única colheita possível.

Aja conforme o histórico do “cliente”

Essa é derivada do “corra com quem quer correr, ande com quem quer andar, pare com quem quer parar”. O cliente pode ser qualquer pessoa do seu círculo (pessoal ou profissional). Pare de insistir em agradar quem nunca esteve do seu lado. Só perde uma relação (amizade, familiar, profissional etc) quem tem uma. Por isso, os últimos dois anos por aqui foram sobre separar o joio do trigo, mais sobre eliminar do que conquistar conexões nas redes sociais.

Cuide mais de si do que dos outros

Não interessa se vão te achar egoísta, mesquinha, ingrata ou qualquer adjetivo depreciativo. Faça primeiro por você. Não há beleza em se ferir para agradar quem quer que seja. Se você está deixando de cuidar e fazer o que é importante para si, fazer pelos outros será a ponta do iceberg para abusos. Como diziam os antigos (ou a música dos años 2000), quem muito abaixa, mostra a b.nda.

Com tanta porcaria embalada para presente, por que deixar as suas dádivas escondidas na caverna?

Uma das coisas que mais estudei em 2022 foi marketing. E percebi que no geral, as pessoas se importam mais com o que parece bom e gera prazer do que em se conhecer. Só quem se trabalhou muito sabe quão difícil é a jornada. E isso é um grande desafio para quem trabalha com educação comportamental como eu. Mas não adianta falar de soft skills dentro da caverna. E esse será um grande objetivo em 2023, falar mais abertamente sobre o meu trabalho.

E o seu ano? Foi cheio de desafios também? Espero que tenha aprendido muito com a maioria deles! E que 2023 seja ainda mais inspirador e que seja mais leve! Que você possa conquistar mais e mais sonhos!

Continue contando conosco em 2023 e nos anos que seguirem.

Se você curtiu este post, poderá gostar também do meu workbook “O ano começa quando você decide”, com preço promocional por tempo limitado. Compre aqui com desconto.

Um grande abraço e até os próximos textos!

Hélia Scremin de Souza Germano Nogueira

Publicado em

Como O |Atendimento| Pode Ser A Falta De Alma do |Negócio|

Você já culpou o cliente por um erro de um funcionário ou sistema? Como chegar ao atendimento de excelência?

Nós da CTA presenciamos isso na pele, como clientes. E, como mentores, queremos compartilhar as melhores práticas.

Confira nosso comentário:

Por 

Hélia Scremin de Souza Germano Nogueira

Costumo insistir com alunos e mentorados que, para obter sucesso na carreira e nos negócios, precisamos ouvir atentamente nossos clientes e saber cada detalhe das necessidades deles. Afinal, uma empresa só existe para preencher essa lacuna com alguma solução. E, se você é empregado, o seu trabalho existe justamente com esse propósito, seja diretamente no atendimento ao cliente ou indiretamente.

E toda vez que falo isso, vejo uma grande expressão de interrogação no rosto e nas atitudes deles. Não é apenas sobre entender o problema do cliente, mas de se conectar genuinamente.

E isso começa no dia a dia. Seja mais apaixonado pelo cliente do que pela solução da empresa ou pelo seu próprio trabalho. Ao atender um cliente, pergunte mais, fale menos do produto e deixe-o falar do que importa para ele. Com o tempo, você vai descobrir que essa escuta contém ouro. Parece complicado, mas é apenas sobre ser humano e praticar algo esquecido por aí: empatia.

Experiências “mágicas”

Temos visto muitas situações em que o mínimo não está sendo feito. Algumas ocasiões nos deixaram perplexos com a desconexão das pessoas com outro ser humano e nos fizeram questionar como ainda podem haver empresas funcionando dessa maneira.

Uma academia tinha a prática de dar boas-vindas aos alunos com uma plaquinha. Cheguei e estava escrito Paula. Brinquei com o professor e ele disse que ele não mudou pois não era função dele. Totalmente desconectado do pertencimento ao local de trabalho. Em qualquer formação de funcionários que se preze, o lema é “os problemas da empresa são problemas de todos”. Teria sido mais fácil esconder o letreiro do que pagar o mico de dar boas-vindas à aluna errada.

Em outra academia, muitos meses depois, a recepcionista estava ausente e meu nome não constava na agenda. Detalhe: sempre marco o mesmo horário que meu marido, fato já sabido por funcionários e professores. O nome dele estava na agenda e ninguém estranhou. Detalhe 2: a tal pessoa agendada não estava no local e já havia passado o horário de tolerância. A professora olhou pra minha cara, validou meu check-in (garantindo o pagamento para a escola) e disse que não ia me atender porque não estava na agenda. Escolheu as outras alunas que estavam com nome na lista e assistindo à cena. Virou as costas sem nem nos dar chance de argumentar. O outro professor, que já nos conhecia, contornou constrangido a situação e pediu para eu enviar a confirmação de reserva pelo whatsapp para a escola poder comunicar o problema de integração de sistemas. Ele fez o que ela poderia ter feito gentilmente e evitado o imbróglio.

Ainda uma última situação, repetida em inúmeros atendimentos presenciais e virtuais: “nós enviamos o e-mail, você não viu sua caixa de spam”; “o sistema enviou automaticamente”, “você não recebeu a mensagem no whatsapp porque não adicionou o contato à sua lista”. Traduzindo em miúdos: tudo culpa do cliente. Isso pode até ser verdade, mas é realmente necessário ser agressivo?

O que está errado e o que fazer

Onde foi parar o pessoal do “o cliente sempre tem razão”? Óbvio que tem muitas vezes que o freguês está errado, mas não precisamos iniciar a violência pra tentar defender o quê? A empresa? A perfeição da equipe? Ou pior, o sistema?

Esqueceram de contar pra esse pessoal que sistemas falham e que a conferência também faz parte do trabalho, mesmo quando a empresa é automatizada. Inclusive, se os próprios sistemas informatizados trabalham com redundância a fim de reduzir falhas, por que nós, humanos, não deveríamos?

A melhor maneira de responder a um cliente é perguntando. Acusar e apontar dedos não é jeito de se comunicar em nenhuma relação, nem dentro nem fora de casa. A exemplo da CNV, Comunicação Não-Violenta, existem inúmeras técnicas e teorias de comunicação eficaz para minimizar conflitos e otimizar acordos.

E, se você pensa em se destacar na sua profissão, comece melhorando a sua comunicação e tornando-a mais empática. Eu raramente vi pessoas sendo demitidas porque não davam conta de algum requisito técnico, mas já vi muitas perdendo emprego por tratarem mal clientes e colegas.

Riscos e responsabilidades

Essas situações me fizeram lembrar de um discurso de Sam Walton, fundador do Wal Mart:

Samuel Moore Walton, fundador da rede de hipermercados Wal Mart. Fonte: Wikipedia

“Eu sou o homem que vai a um restaurante, senta-se à mesa e pacientemente espera, enquanto o garçom faz tudo, menos anotar o meu pedido. Eu sou o homem que vai a uma loja e espera calado, enquanto os vendedores terminam suas conversas particulares. Eu sou o homem que entra num posto de gasolina e nunca toca a buzina, mas espera pacientemente que o empregado termine a leitura do seu jornal. Eu sou o homem que explica sua desesperada e imediata necessidade de uma peça, mas não reclama quando a recebe após três semanas somente. Eu sou o homem que, quando entra num estabelecimento comercial, parece estar pedindo um favor, ansiando por um sorriso ou esperando apenas ser notado. Eu sou o homem que entra num banco e aguarda tranquilamente que as recepcionistas e os caixas terminem de conversar com seus amigos, e espera pacientemente enquanto os funcionários trocam idéias entre si ou, simplesmente abaixam a cabeça e fingem não me ver. Você deve estar pensando que sou uma pessoa quieta, paciente, do tipo que nunca cria problemas. Engana-se. Sabe quem eu sou? Eu sou o cliente que nunca mais volta!”

Para além do risco que Walton relatou, eu fico pensando em quantos clientes um estabelecimento pode perder a partir de um único desabafo em uma rede social pessoal e quantos mais com resenhas negativas no Google, com virais e tudo mais.

Foque em estabelecer vínculo genuíno e ouvir seu cliente em todo contato, faça com que ele se sinta bem-vindo e ele será leal e um promotor da marca. Trate-o mal uma única vez e corra o risco de perder este e vários outros.

Para o empresário, há responsabilidades ainda maiores. Mas isso representa também a grande oportunidade de ter um time que sustenta a empresa e a leva para patamares cada vez mais elevados com entusiasmo. Entenda que seu funcionário, além de seu representante, é seu cliente interno, e portanto, seu primeiro cliente.

Para que seja mais fácil tratá-lo bem, escolha gente conectada com os valores da sua empresa. Não tem salário que compense desconexão de propósito. Ouça-o e atenda rapidamente às necessidades apresentadas, dando condições de trabalho reais em todos os níveis. Faça-os crescer para que possam voar e isso trará crescimento também para o seu negócio. Gente que se sente estagnada não fará com que você cresça. E, mesmo que eles saiam, tenha certeza que levem uma excelente imagem do tempo que passaram servindo ao seu empreendimento.

Para as diversas fases de desenvolvimento de carreiras e negócios, conte com a CTA. Temos soluções para formação de profissionais em TI, formação de líderes, análise individual e empresarial de perfil comportamental, programas de coaching, acompanhamento para criação de MVP, e muito mais. 

Conte conosco para fazer a sua presença e da sua equipe serem notadas positivamente. Agora que você leu nossa opinião, clique aqui e fale conosco.

Publicado em 1 comentário

Quiet Quitting: corpo mole ou busca por uma vida que faz sentido?

Empresas e pessoas perdem enquanto o conflito prevalece.

O que de fato acontece no caso do quiet quitting é um conflito entre visões de mundo. (…) E pode estar justamente aí a salvação do trabalho, das empresas e principalmente das pessoas (…).

Nos últimos meses, temos visto uma chuva de artigos sobre um fenômeno que tem recebido o nome de “quiet quitting” ou demissão silenciosa. Já ouviu falar?

O nome – dado nos fóruns dos Estados Unidos e replicado por muitos colunistas mundo afora – sugere uma série de comportamentos que visam fazer apenas o mínimo para manter o emprego, quase uma operação tartaruga. Mas a própria comunidade profissional já vem criticando a nomenclatura.

E convenhamos, ela pode levar a muito preconceito e colocar gente cheia de potencial e comprometimento no mesmo balaio de gente sem ambição ou mesmo de gente inescrupulosa. O movimento que percebemos é apenas uma não aceitação da política exploratória que a sociedade se acostumou a achar “normal”. O que ouvimos dos jovens profissionais é uma busca por qualidade de vida, o que é diferente do presenteísmo (presença física concomitante com uma ausência mental do trabalho, que pode acender um alerta para problemas emocionais graves, ligados ou não ao ambiente laboral) ou do pouco caso.

Aqui na CTA entendemos que profissionais não são botões de liga e desliga. Por mais óbvio, vale lembrar que há um universo de nuances que compõem a experiência humana e somente rótulos como “certo x errado”, “bom x mau profissional” são expressões pobres para descrever algo tão grandioso. Mais que isso, como empresa de ensino na área de TI, somos convictos de que embora vivamos em um mundo moderno, seres humanos jamais devem ser tratados como se fossem máquinas.

Apenas a título de ilustração, podemos listar alguns tipos que poderiam ser enquadrados no termo:

  1. Gente que faz corpo mole, não cumpre nem o horário, larga todas as tarefas – inclusive decisões – na mão de subordinados;
  2. Gente que cumpre o expediente e faz um trabalho mais ou menos, com quem não dá pra contar na hora que as coisas apertam;
  3. Gente que dá seu melhor, mas não ouse falar em hora extra, nem mesmo diante de situações extremas;
  4. Gente que tem problemas reais de saúde (própria ou de familiar – em geral mulheres com filhos), que têm necessidade verdadeira de se ausentar por motivos de força maior;
  5. Gente cheia de problema emocional, com sobrecarga psíquica incapacitante parcial ou total, permanente ou temporária, mas que é honesta (e que precisa parecer forte) demais para pedir um atestado e vai trabalhar mesmo sem ter muitas condições;
  6. Gente que cumpre horário e dá conta de várias tarefas em pouco tempo, mas que não se prontifica para tarefas além do escopo de sua função…

O que é facilmente detectável é que essas pessoas não têm comportamentos semelhantes, muito menos agem pelos mesmos motivos.

(…) a própria comunidade profissional já vem criticando a nomenclatura. (…) ela pode levar a muito preconceito e colocar gente cheia de potencial e comprometimento no mesmo balaio de gente sem ambição ou mesmo de gente inescrupulosa.

As gerações anteriores à Y, foram forjadas em um modo de vida mais voltada ao mundo do trabalho, focada em ser e/ou parecer produtivo. Hoje sabemos que nosso estilo de trabalho atual, com demasiada interação com pessoas e telas, é prejudicial à saúde por promover estresse superior aos níveis considerados adequados e equilibrados. Antes, isso não estava tão claro e o que importava para grande parte dessas pessoas era tempo à mesa. Gente que precisa espairecer – mesmo diante de horas de atividade mental extenuante – parecia vagal. Essa mentalidade começou a ser modificada pela geração dos anos 80 e é dominante entre os jovens da geração Z que estão cada vez mais presentes no mercado de trabalho.

Os filmes dos anos 1980, 1990 e 2000 eram cheios de workaholics sem vida social, afetiva e familiar saudável e equilibrada. Era o modus operandi das gerações anteriores e esse padrão tinha que mudar. E foi a geração Y que puxou o bonde para a mentalidade já dominante na geração Z: a busca por saúde mental e balanço entre vida profissional e pessoal.

Isso está errado? Para usar mais um exemplo pop, quem assistiu à série Emily em Paris, da Netflix, viu em sátira o quanto a cultura francesa prega pela separação total entre o mundo do trabalho e o profissional. Assim também é em Portugal, onde temos profunda vivência, como continua na cultura francesa mesmo na era das reuniões online. A cultura do overdelivery veio dos Estados Unidos para o Brasil e se mesclou à nossa Geleia Geral de descendentes de escravizados e senhores (todos juntos e misturados) e foi levado ao extremo. Qualquer coisa diferente da entrega e submissão total além do combinado já é vista com maus olhos, inclusive entre os pares.

E se construíssemos uma cultura (…) de contribuição (…), gerando ambientes saudáveis, com menos horas de expediente, mais flexibilidade, gentileza e honestidade entre todos, melhores salários e diálogos?

O que de fato acontece no caso do quiet quitting é um conflito entre visões de mundo. Passamos gerações demais sendo excessivamente identificados socialmente por meio do trabalho. A sujeição é tanta que muita gente, ao deixar uma empresa, perde também seu referencial de pertencimento na sociedade, com casos de adoecimento mental. Afinal, há sempre um status relacionado ao cargo, à empresa, ao setor. As perdas são reais e as consequências psicológicas também.

Hoje, as gerações querem ser mais que uma matrícula funcional. Propósito, realização, conexões humanas saudáveis já pesam muito mais que há algumas décadas e a vivência pandêmica enalteceu essa preferência. Nenhum problema nisso! E pode estar justamente aí a salvação do trabalho, das empresas e principalmente das pessoas envolvidas em todo o processo. Ignorar as necessidades das pessoas traz problemas inclusive para as empresas e, consequentemente, para os outros seres humanos que insistem em negligenciá-las.

E se construíssemos uma cultura genuinamente brasileira de contribuição e hospitalidade empresarial e profissional, gerando ambientes saudáveis, com menos horas de expediente, mais flexibilidade, gentileza e honestidade entre todos, melhores salários e diálogos? Será que teríamos mais gente empregada? Mais sucesso nos projetos? Mais qualidade de vida para empregados e empregadores?

A CTA aposta que sim e quer estar ao lado de profissionais e empresários para tornar essa realidade viável o mais rápido possível, oferecendo formações e mentorias em habilidades técnicas e gerenciais e promovendo transformações em habilidades comportamentais para uma cultura de prosperidade e empoderamento pessoal e empresarial.

Defendemos que conhecer as necessidades, preferências e habilidades das pessoas e coloca-las nos lugares adequados para que possam dar o melhor de si pode mudar a situação atual. Para isso, oferecemos recursos e ferramentas para você saber mais sobre e aprimorar as suas skills e da sua equipe. Entre em contato conosco e descubra o Universo CTA.

Prof. Dr. Marcelo Nogueira e Profª. Hélia Scremin de Souza Germano Nogueira