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‘We Are The World’ 40 anos: lições para a gestão eficiente de projetos e talentos

Em 2025, We are the World completa 40 anos. Se você cresceu ouvindo esse hit… ou se você só sabe que teve uma galera do pop e do rock dos anos 80 que se reuniu pra gravar essa música, pegue sua pipoca pois o show vai começar. E ele é sobre música, sobre cultura, sobre atividade humanitária, mas é também sobre gestão de projetos. E que projeto!!

Você já viu na Netflix o documentário sobre os bastidores do clipe que mudou o mundo da música? ‘We are the world’ ganhou uma nova dimensão para nós depois do documentário “A Noite Que Mudou o Pop”. Se ainda não viu, cuidado, pois este texto contém spoiler.

Além de nostálgico e artisticamente inspirador, vimos nessa produção um baita exemplo da vida real sobre como gerir um projeto. Ressaltamos alguns pontos que chamaram nossa atenção para você aplicar na sua realidade. Vamos explorar como a produção desse icônico clipe se assemelha à arte de coordenar empreendimentos em qualquer campo. Boa leitura!

Chega uma hora que atendemos a um certo chamado…

We are the world - a noite que mudou o pop e a nossa maneira de ver projetos

No mundo da música, há momentos que transcendem simples composições e acordes. Em 1985, a indústria da música testemunhou um feito notável. Um grupo estelar de artistas se uniu para gravar “We Are the World”, uma canção que transcendeu fronteiras e abraçou a nobre causa da ajuda humanitária. Mais que apenas uma produção musical extraordinária e um hino de solidariedade e união, esse momento histórico revelou-se também um campo fértil para lições valiosas em gestão de projetos.

Somos nós que fazemos um dia mais brilhante

Quem não acompanhou a produção na época pode ter se surpreendido em observar Lionel Ritchie à frente desse grande projeto. Foram muitas tratativas antes de iniciar outras fases e chamar os demais artistas a participarem. Duas coisas se destacam aqui: a fase de planejamento e a liderança.

Acreditamos que neste ponto, precisamos acrescentar pouco no que tange ao planejamento. Todo bom gestor de projetos é, antes de tudo, um grande visionário e estrategista. E prever algumas coisas deve ser sua especialidade. Sem planejamento sequer existe projeto. Portanto, vamos seguir ao próximo ponto: um líder para guiar pessoas.

Assumindo uma liderança espontânea, Lionel Richie desempenhou um papel crucial na gestão de ânimos e egos, alinhando os astros em prol de um objetivo comum. Sua habilidade em inspirar colaboração entre artistas de renome é uma lição sobre como uma liderança carismática pode suavizar as arestas, transformando um grupo diversificado em uma equipe coesa. Assim como um gerente de projeto habilidoso, ele canalizou as energias dos astros musicais em prol de um objetivo comum: criar algo extraordinário.

Uma liderança como essa costuma aparecer de forma natural e não precisa estar necessariamente associada a um cargo ou degrau na hierarquia da empresa ou da empreitada. Neste caso, ele atuou como faria um grande tech lead, cumprindo com primor vários papéis em um mesmo projeto. Lionel foi gentil e generoso com todos e teve momentos em que participou como artista, no mesmo nível de todos do grupo. Quanto a isto, também frisamos: outra característica importante de um bom líder é saber ser liderado.

Se você acreditar, não há como cairmos

O grande “chefe” ali foi Quincy Jones, o maestro magistral por trás do projeto. É necessário estabelecer uma ordem para que o norte não seja perdido em discussões sem sentido e devaneios. No documentário, fica clara a personificação dessa liderança firme e direcionada na pessoa de Quincy Jones, o que foi destacado por vários artistas que participaram do documentário de 2024.

Assim como um gerente de projetos, ele discerniu as sugestões relevantes das meramente dissipatórias. Quando, por exemplo, Stevie Wonder propôs uma ideia que não se harmonizava com o todo, Quincy rapidamente direcionou o grupo de volta ao alvo.

Ao coordenar com autoridade, ele evitou a balbúrdia potencial ao filtrar sugestões e orientar ora o grupo, ora pessoas específicas no rumo do objetivo final: uma obra de arte. A lição aqui é clara: em projetos, uma liderança firme é essencial para manter o foco e a direção.

A mudança só vem quando ficamos juntos em uníssono

We are the world - capa do álbum

Ao mesmo tempo em que Quincy Jones regeu a todos com maestria, existe um requisito importante do lado de quem é regido em um projeto: a cooperação. Nenhum trabalho relevante poderá obter êxito sem a concordância unânime e pacífica das partes em confiar nas orientações do líder.

A disposição de todos os artistas em se submeterem à coordenação de Quincy Jones foi um ponto notável. Essa coesão voluntária, mesmo diante de personalidades tão distintas, destaca a importância da colaboração unânime em projetos, onde cada membro da equipe se compromete com o sucesso do todo. O bilhete deixado por ele na porta do estúdio já dava a tônica do que precisava acontecer: “deixe seu ego do lado de fora”.

Envie seu coração…

Além de liderar brilhantemente, Quincy Jones agiu como um arquiteto sonoro. Ele selecionou cuidadosamente os trechos vocais que seriam atribuídos a cada artista, reconhecendo as nuances de seus tons e timbres.

Essa maestria em atribuir a cada artista um papel que melhor se adequasse ao seu tom e timbre é uma lição preciosa em alocação de recursos. Assim como em projetos, a identificação e utilização dos pontos fortes de cada membro da equipe é crucial para otimizar resultados.

E eles saberão que alguém se importa

Assim como um gerente de projeto, ele ainda lidou com os limites individuais, incentivando Bruce Springsteen, mesmo exausto, e guiando Bob Dylan para alcançar seu melhor desempenho, contando com o apoio fundamental de Lionel Richie.

Isso é uma demonstração de um conjunto de competências mais que valorizadas e requisitadas em líderes de bons projetos e empresas: inteligência emocional.

A paciência demonstrada por Quincy Jones ao lidar com desafios individuais, destaca a necessidade de compreensão e apoio aos membros da equipe. Isso reforça que, em projetos, o reconhecimento das limitações individuais e a provisão de suporte são essenciais para garantir o melhor desempenho de todos. Isso é o que nos diferencia como humanos e nos destaca para além de habilidades técnicas que qualquer pessoa (e hoje até mesmo qualquer máquina) pode adquirir.

Não daria para imaginar que em um time de pessoas tão extraordinárias haveria problemas como esses. Em uma primeira análise, pareceria uma deficiência técnica. Mas fica claro que cantores do porte dos que foram escolhidos para essa produção não seriam profissionais ruins. O que aconteceu foi uma sobrecarga emocional, frente aos desafios que cada um ali estava encarando.

No dia-a-dia, facilmente vemos pessoas serem descartadas por falharem. Mas, quando pensamos em músicos consagrados como Bob Dylan (que vivenciou talvez o momento mais dramático da produção) e Bruce Springsteen (que vinha de uma turnê extenuante), fica claro que falhar é uma consequência totalmente esperada.

Seria desumano resumir a potência e talento dessas pessoas a um momento tenso e envolto de pressão por tempo, fome, cansaço, exposição a luzes, ruídos, pessoas desconhecidas, comparações entre talentos… Agora, transfira essa cena para a sua experiência. Quantos Bob Dylans foram cancelados no seu ambiente de trabalho? Quantos Bruces Springsteens foram demitidos em um dia difícil?

Então vamos começar a doar…

artistas reunidos na gravação de We are the world - 1985

A liderança individual também contribui sobremaneira nesses momentos desafiadores. Ao perceberem a dificuldade de Dylan, os pares também contribuíram com um momento de cantoria sem compromisso que ajudou a relaxar o roqueiro. Essa segurança dada pelos colegas proporcionou uma performance digna de seu talento. Somente um líder emocionalmente preparado é apto para observar o todo e dar esse apoio individual bem como saber quando a descontração é não somente bem-vinda, mas necessária. Também cabe aos líderes do projeto entenderem e gerirem as necessidades dos envolvidos e atende-las o máximo possível, visando manter a motivação que leva ao sucesso geral.

Outra coisa incrível que esse momento dramático nos ensina é sobre a agilidade. Antes que você pense “ah, lá vêm eles com esse papo de agile”, entenda só uma coisa: ser ágil é instintivo. Não tinha manifesto nem papo de construção não-linear de entregáveis em 1985. E eles fizeram tudo no tempo mais adequado a cada expert. Gravaram o coro, depois gravaram os solos no melhor momento de cada artista. E todo mundo ficou feliz sem ter que ficar disponível na hora que o chefe mandou. O “chefe” Quincy, mais uma vez, foi um gênio de orquestrar tudo e todos ao mesmo tempo sem perder a compostura – coisa que quase nenhum chefe moderno faz (contém ironia).

Todos somos parte de uma grande família divina

Nossa analogia com projetos destaca ainda a necessidade de coordenação eficiente não apenas entre talentos, mas também entre diferentes especialidades técnicas. A produção não se limitou apenas às estrelas da música, mas envolveu uma equipe técnica vasta, como engenheiros de som e de luz, iluminadores, operadores de câmera e editores de vídeo. Todos desempenharam papéis cruciais, harmonizando-se para capturar a magia do momento e proporcionar ajustes para que tudo fosse gravado e editado da maneira mais perfeita possível.

Ao ver o clipe, poucas pessoas devem ter percebido, por exemplo, que a cantora Cindy Lauper aparece em alguns takes com colar e depois sem colar. Isso não foi exatamente um erro de continuísmo, como pode parecer. Contudo, aconteceu para melhoria do som, pois os adereços dela estavam fazendo um pequeno barulho que tirava a clareza da gravação de outros cantores.

Muitas vezes, pequenos detalhes podem atrapalhar a consecução de atos rumo ao sucesso. Neste caso, Diana Ross avisou a produção, que conseguiu detectar de onde vinha a fonte de ruído. Mais um exemplo de que todos devem ajudar, independentemente de quem seja a função. Você detectou, você pode ajudar. Se o problema é da equipe, o problema também é seu.

É verdade, vamos fazer um dia melhor, só eu e você

We are the World - caricaturas

O sigilo mantido em torno do projeto revela mais uma tática inteligente para evitar interferências externas. Em projetos, a confidencialidade estratégica pode ser vital para manter a concentração da equipe, garantindo que todos estejam na mesma página e que nada seja mais importante que o trabalho a ser feito.

O grande sucesso de ‘We are the world’ também se deveu à discrição das pessoas-chave, que conseguiram gerar curiosidade na imprensa sem gerar alarde para a reunião de um elenco de dezenas de estrelas do showbiz.

Se na época já havia a preocupação em evitar o frisson midiático, imagine a quantidade de possibilidades de desvios de atenção em projetos na nossa atualidade. Além de respeitar termos contratuais de confidencialidade, uma postura pró-ativa e muita concentração no objetivo podem ajudar você a contribuir tanto com o sucesso do projeto em que você está, quanto com o triunfo da sua equipe.

No seu comportamento reside uma grande chave que ditará o seu futuro. Preste atenção a isto e aprimore-se sempre, técnica e emocionalmente.

Nós somos o mundo…

Em resumo, “We Are the World” oferece uma sinfonia de lições para profissionais de gerenciamento de projetos, destacando a importância da liderança, colaboração, alocação de recursos, compreensão individual e coordenação técnica abrangente. A gestão de riscos, a comunicação eficaz e a adaptação a contratempos também são de suma importância. Estes aspectos estão presentes tanto na criação de uma música e de um videoclipe quanto na execução de projetos tecnológicos ou empresariais.

Depois desse documentário, “We are the World” deixou de ser apenas uma canção para nós. Hoje, ela é também um legado inspirador de como a gestão de projetos pode transformar visões em realidade. Que possamos extrair dessas lições a harmonia necessária para o sucesso. E que essa melodia nos lembre da importância do pensamento amplo e da colaboração em todas as nossas empreitadas, independentemente do campo de atuação.

Se você quer aprender a desenvolver essas habilidades e se tornar um líder capaz de transformar projetos e pessoas, entre em contato conosco e conheça nossas oportunidades de alavancar sua carreira em até um ano.

Texto: Profª. Hélia Scremin de Souza Germano Nogueira, MBA – Jornalista MTB 0092901/SP

Imagens: Divulgação. Para atribuição ou remoção, contate-nos no e-mail mkt@ctainfo.com.br


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Riscos Globais – Inteligência Artificial e Cibersegurança no topo

Relatórios do Fórum Econômico Mundial e Inteligência Artificial apontam riscos envolvendo IA e cybersecurity na próxima década. Esteja preparado/a!

riscos globais - robô com rosto com traços humanos clica em uma tela virtual que projeta o globo terrestre explodindo e tomando injeção

Notícias que vêm de longe…

Nesta semana, está acontecendo em Davos, na Suiça, o Fórum Econômico Mundial. É de um encontro que acontece desde os anos 70 e reúne empresários, políticos e autoridades de diversos países e discute temas de interesse global e seus impactos econômicos e sociais.

Todos os anos, a instituição emite um relatório de riscos globais no qual retrata os principais assuntos que devem requerer atenção na próxima década. Nesse documento, os pesquisadores ainda retratam as perspectivas para daqui a 2 e 10 anos, baseando-se em suas metodologias e também utilizando sondagem de percepção da população sobre os temas.

Nos últimos dois relatórios, um tema que aparece aumentando em relevância são os desafios tecnológicos. A preocupação com a inteligência artificial e com a cibersegurança são das maiores inquietações dentre as pessoas que responderam aos questionamentos.

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Também nesta semana, o FMI liberou um relatório onde destaca que a IA deverá impactar até 40% dos postos de trabalho e que os países mais pobres devem ser os mais afetados. Segundo a pesquisa, o avanço da IA teria a capacidade de reduzir a procura de mão-de-obra, diminuir (ainda mais) os salários e até mesmo acabar com algumas funções. Com isso, aponta o relatório, as desigualdades sociais e econômicas poderiam ficar ainda mais gritantes.

Este é um tema que o próprio FMI já vem discutindo desde pelo menos 2020, muito antes da popularização de ferramentas de IA generativa, que foi muito acelerada após o lançamento do ChatGPT em novembro de 2022.

…mas muito nos afetam!

Historicamente, é um fato que pessoas com maior qualificação e mais tempo de estudo acabam tendo mais chances de se posicionarem frente a mudanças desse tipo, mesmo em países emergentes como o Brasil.

Em meio a um cenário de globalização intensa, onde o home office já é uma prática mais disseminada, vemos que também as oportunidades de trabalho em empresas estrangeiras aumenta. Isso pode favorecer as chances de brasileiros que estejam preparados para esse futuro incerto que vem despontando no horizonte.

Nós, da CTA, confiamos na função social da empresa, como prevê a nossa Constituição. Por isso, temos focado nossos esforços em trazer debates e informações relevantes como essas para nossos alunos e mentorados estarem cada vez mais capacitados frente às transformações tecnológicas, sociais e econômicas.

Nosso compromisso

Para isso, desde 2009, já formamos mais de 300 especialistas em Engenharia de Software em nossa pós-graduação em parceria com a UNIP-Universidade Paulista. Em 2022, nos antecipamos ao hype da IA e lançamos nosso MBA – Inteligência Artificial e Data Science Aplicadas a Negócios, também em colaboração com a mesma instituição.



Além disso, ensinamos em cursos livres, mentorias e palestras, várias das habilidades técnicas e comportamentais necessárias para a conquista do sucesso no mundo em constante transformação.

Também estamos preparando um novo curso em cibersegurança, tema que, como vimos, estará em alta nos próximos anos. Você já pode se inscrever em nossa lista de espera para receber informações em primeiríssima mão.

Clientes corporativos - prepare seu time por completo com habilidades técnicas e comportamentais.

Como se conectar conosco

Para manter-se informado/a e preparado/a para os desafios tecnológicos deste e dos próximos anos, conecte-se conosco!

Nosso Linkedin: https://www.linkedin.com/company/ctainfo/

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Desafios da Engenharia de Software: um iceberg de muitas pontas

Desafios da Engenharia de Software: um iceberg de muitas pontas

Você com certeza já se questionou sobre os desafios ocultos por trás do desenvolvimento de software. Não duvidamos que já perdeu algumas noites de sono em busca de soluções e melhores práticas para seus desafios.

 Hoje, vamos dar a solução para duas perguntas que passam pela cabeça de bons profissionais como você:

1.        Como garantir que cada linha de código atenda aos mais altos padrões de qualidade?
2.        Como sistemas complexos ganham vida em meio a tantos detalhes para pensar?

Topa o desafio? Se sim, você está prestes a embarcar em uma jornada fascinante!

Explorando Desafios

Ao tentar responder à primeira questão, deparamo-nos com um intrigante problema: a necessidade crucial de identificar e corrigir defeitos no código. Este é apenas o primeiro passo em direção ao entendimento profundo dos bastidores do desenvolvimento de software.

É claro que ninguém deixa passar um erro detectado na compilação. Porém, é possível que, mesmo que essa fase seja toda de acertos, haja erros na interpretação das regras de negócio. E é aqui que a dinâmica dos testes de software mostra sua cara.

Antecipando Descobertas

Imagine um mundo sem uma abordagem robusta de testes. A vulnerabilidade a falhas e bugs no software cresceria exponencialmente. E essa seria apenas a ponta do iceberg de problemas que poderiam surgir na ausência dessa fase essencial do desenvolvimento de software com qualidade.

Nossa jornada nos leva a um amplo mundo de conhecimentos, desde as metodologias de testes unitários até ferramentas avançadas de automação, passando pela integração e pela regressão. Ao matricular-se em nossa Pós-Graduação em Engenharia de Software, você pode se preparar para mergulhar em um oceano de informações, onde cada descoberta abre portas para novas habilidades e insights.

Por fim, nosso aluno descobre na prática maneiras para minimizar o problema dos riscos além da ponta do iceberg: a implementação estratégica de abordagens manuais e automatizadas de testes. Esta é a chave para identificar precocemente falhas e aprimorar a qualidade do software entregue.

E o outro desafio?

Bem, na área de desenvolvimento de sistemas, a ausência de alicerces robustos pode ser mais um obstáculo em potencial. E se houvesse uma solução para transformar esses desafios em oportunidades? Nossa hipótese é audaciosa, mas a resposta pode estar mais próxima do que você imagina.

No vasto território do conhecimento, exploramos não apenas os fundamentos, mas também as últimas tendências, trazendo à tona práticas essenciais de desenvolvimento e tecnologias emergentes. A partir da próxima semana, você poderá descobrir como princípios, práticas e tecnologias como microsserviços e contêineres podem ser as chaves para desvendar os mistérios por trás de sistemas com muitas integrações.

A solução, delineada meticulosamente, envolve a aplicação de padrões arquiteturais, design modular e práticas sustentáveis, aliadas às tecnologias que fomentam flexibilidade e escalabilidade, como a computação em nuvem. Neste intrigante cenário, desvendamos caminhos para sistemas mais eficientes e gerenciáveis ao longo do tempo.

Nosso convite para você que quer dar passos largos na carreira

Agora, imagine-se aplicando esses conhecimentos na prática. Visualize-se construindo sistemas eficientes, evitando armadilhas que outros podem enfrentar. A jornada não termina aqui; cada desafio é uma oportunidade de crescimento. Desvende caminhos para sistemas mais eficientes e gerenciáveis ao longo do tempo. Este é o ponto de partida, mas o destino é onde você decide chegar.

Estamos empolgados para ter você a bordo nesta jornada de descobertas na Engenharia de Software. Pronto para desvendar os enigmas e se destacar?

Pós-Graduação Engenharia de Software CTA e UNIP

Matricule-se agora e comece sua jornada!

Em caso de dúvidas, você pode nos chamar pelo whatsapp!

Um grande abraço,

Profs. Marcelo Nogueira, PhD. e Hélia Scremin de Souza Germano Nogueira

turbinar a carreira
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‘User Stories’: Como criar Histórias do Usuário que entregam valor


Se o cliente não viu valor no seu sistema, o problema não está em você. Alguém tinha que entender o que ele queria. E se alguém não entendeu no passado, tudo bem. Você pode salvar o dia com o que eu vou ensinar nesse texto.

Sabemos que é quase uma arte e que pode ser um grande desafio alinhar as expectativas de quem solicita o software com as possibilidades técnicas e humanas do projeto até a hora das entregas. Confira o texto para dominar  

Como um bom profissional de projetos de software, você sabe o quão importante é entender as necessidades e desejos do usuário final, não é mesmo? Mas como garantir que o software que você está criando realmente atenda às expectativas do cliente que você está atendendo?

Criar boas Histórias do usuário é um excelente começo!

A arte das User Stories ou Histórias do Usuário

Uma História do usuário é uma técnica de descrição de requisitos, não padronizada, que ajuda o time ágil a entender melhor as necessidades do usuário final. Ela consiste em uma descrição simples e concisa de uma funcionalidade ou recurso do sistema, escrita do ponto de vista do… adivinhe quem? O usuário, é claro!

Ao escrever uma História do usuário, você deve se concentrar no valor que ela traz para a pessoa que usará o sistema que você está desenvolvendo. Esse é o seu usuário final. E é para ele que você está desenvolvendo. Ter isso em mente ajuda o time a manter o foco nas necessidades do usuário em vez de apenas nos recursos do sistema. E, ao incluir detalhes sobre quem é o usuário, o que ele deseja e por que, você pode garantir que a equipe tenha uma compreensão completa do que está sendo solicitado.

As histórias do usuário em geral são expressas através de uma frase bem simples:

“Como [persona], eu [quero], [para quê].”

Explico:

“Como [persona]”

Aqui, temos que pensar: para quem estamos criando? Não estamos em busca de apenas um cargo, estamos em busca da persona, o que é algo muito mais completo – e também complexo, por que se trata de um ser humano. Precisamos atender às necessidades dela com nosso sistema. Nossa equipe deve ter um entendimento comum de quem é essa pessoa. A gente espera ter entrevistado várias delas. A gente entende como essa pessoa trabalha, como ela pensa e o que ela sente. A gente tem empatia por ela.

“Eu [quero]”

Aqui descrevemos a intenção da pessoa, não os recursos que ela usa. O que ela quer alcançar mesmo? Esta declaração não deve tratar de implementação – se estiver descrevendo qualquer parte da Interface do Usuário e não a meta do usuário, você ainda não entendeu bem o que é uma história do usuário. Pense no cotidiano dela e como o seu produto mudará positivamente o dia dessa pessoa. Sem floreios. Se essa pessoa está pensando em comprar uma bicicleta, não adianta você inventar uma funcionalidade sobre carros do futuro, por que ela talvez não se importe tanto com isso no momento.

“Para quê”

Pense: como a vontade imediata dele de fazer algo se encaixa no cenário geral? Qual é o benefício geral que ele quer alcançar? Qual é o grande problema que precisa de solução? No exemplo da bicicleta, pode ser que ao comprar uma bike, ele poderá se locomover mais rapidamente para o trabalho, economizar dinheiro, entrar para um clube de ciclistas, entrar em forma. Todas consequências diretas do benefício que ele busca com o seu produto.

Um outro exemplo

“Como Funcionário, eu quero saber qual o valor exato de FGTS que é depositado mensalmente para mim, com o intuito de planejar a compra de um imóvel”.

Esta estrutura não é necessária nem obrigatória, mas é muito útil para definir quando o projeto atinge o status “pronto”. As equipes podem e devem definir e seguir a sua própria estrutura. Quando essa persona pode obter seu valor desejado, então finalmente a história está completa. E com isso, você está mais próximo ao sucesso junto com todo o time.

vitória e integração de pessoas

A vitória é de todos os envolvidos

As Histórias do usuário, porém,  não são apenas úteis para a equipe de desenvolvimento. Elas também ajudam a garantir que o usuário final esteja envolvido no processo de desenvolvimento desde o início. Isso significa que você pode coletar feedback e fazer ajustes mais rapidamente, economizando tempo e dinheiro, tendo um contato mais direto e franco com quem realmente precisa do sistema que você está desenvolvendo.

Então, se você quer garantir que sua equipe esteja focada nas necessidades do usuário final e criar um software de valor, comece a escrever melhor as suas Histórias do usuário a partir de agora.

Como desenvolver software usando histórias do usuário e outras técnicas

Gostou do conteúdo? Escrever boas histórias do usuário é apenas uma das diversas competências de um profissional de sucesso. Em nossa pós-graduação em Engenharia de Software, você será preparado por mestres e doutores com vasta experiência no mercado para obter a carreira que você sonha.

Este e muitos outros assuntos são ensinados na disciplina Paradigmas da Engenharia de Software, da nossa pós.

Quer fazer parte do time que entrega valor e está com muitas oportunidades de progredir na carreira e obter o reconhecimento profissional que sempre sonhou? Matricule-se já e junte-se ao time dos #capaCiTAdos, profissionais de TI inquietos e prontos para mandarem em suas próprias carreiras.

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12 práticas de desenvolvimento ágil de software: sem enrolação e sem atalhos

Por Hélia Scremin de Souza Germano Nogueira

Se você nos acompanha há algum tempo, já deve estar bem cansado de ouvir o prof. Marcelo Nogueira falando sobre a crise do software e sobre filosofia ágil.

Nesta semana, a CTA traz um texto baseado em uma entrevista com ele para esclarecer por que o movimento ágil não é nem nunca foi sinônimo de bagunça, de desordem e muito menos de caos. Infelizmente para quem quer trabalhar com seriedade, agilidade tem sido tudo isso na prática em muitos lugares. Temos ouvido de muitos profissionais de vários níveis – nossos alunos e amigos – que a documentação ficou de fora. Métricas, modelagem e planejamento então, são coisas abominadas em muitos projetos “ágeis” por aí.

Não sabemos quanto a você, mas para nós, isso é de arrepiar os cabelos. A gente fica aqui pensando se as pessoas não leram o manifesto ágil, ou se interpretaram errado. Ou o pior, que a gente não quer acreditar: será que tem gente mal-intencionada se aproveitando dos softwares cheios de bugs gerados em meio ao desenvolvimento caótico?

Breve histórico

O termo crise do software começou a ser usado nos anos 1960. Nada novo, não é mesmo? Nessa época, informática era mato. Tinha que abrir clareira com facão para criar soluções para tudo. Brincadeiras à parte, era muito diferente do que conhecemos hoje. Como era uma área nova que buscava automatizar as informações, usava-se o conhecimento disponível: ciência matemática. Guarde essa informação!

Nos anos 1980, Roger S. Pressman, autor pioneiro em engenharia de software, reafirmou os desafios da área. Os produtos de software eram entregues com defeitos, fora do prazo, sem atender às necessidades do cliente. Nada parecido com o que acontece hoje (contêm ironia). E a discussão sobre os desafios e insucessos em programação ficou ainda mais forte em 1995, com o lançamento do Chaos Report.

Em meio a esse tumulto de fim de século, a solução era tornar os processos de trabalho engessados, com mil regras, documentação nos mínimos detalhes, muito foco em resultados, hierarquias e projetos pouco humanizados.

Equilibrando pratos

Para tentar melhorar as coisas, em 2001, surge o Manifesto Ágil, um texto curto e de fácil entendimento. O manifesto trazia premissas de desenvolvimento de software para tentar diminuir os problemas tão conhecidos desses profissionais. Mas isso você já deve saber. (Se não sabe, leia o texto original aqui)

O que pouca gente entendeu é que o manifesto e as práticas ágeis surgiram com intuito de equilibrar o jeito que as pessoas gerenciavam o trabalho com sistemas de informática. A percepção que o manifesto ágil traz é a de que não dava para deixar tudo no amadorismo. A agilidade quer acabar com o pensamento de que programar é algum tipo de trabalho artístico, artesanal. Ao mesmo tempo, o agile, no termo em inglês, traz o senso de colaboração, flexibilidade, entrega contínua e humanização do processo de programar.

Em todas as sentenças do manifesto, lemos “mais que”: 

E no final do texto, os autores ainda enfatizaram que veem valor nos dois lados. Mas fizeram questão de destacar que os primeiros itens são os que eles mais querem ver à frente do trabalho.

Alguém falou que não precisava documentar? Não! Que podia inventar um preço para o projeto, chutar quantos profissionais estariam na equipe? Também não. Então por que raios ainda tem gente fazendo software de qualquer jeito, sem respeitar normas, modelos, metodologias?

O segredo está no equilíbrio

Em uma conversa madrugada adentro, o prof. Marcelo Nogueira desmistificou algumas confusões que foram feitas na hora de interpretar o manifesto ágil. Eu traduzi em texto e imagens para não ter mais dúvidas do que dá para fazer software com muito profissionalismo sem deixar de ser ágil.

A ideia é aliar o melhor dos dois extremos para obter sucesso. Continue lendo para entender melhor.

Como aliar indivíduos e processos

O foco dos procedimentos ágeis deve estar nas pessoas e não na burocracia. Isso não quer dizer que você não precisa organizar seu trabalho. Muito pelo contrário, organizá-lo vai deixar o seu serviço ainda mais fácil a longo prazo. Isso também vai propiciar ambientes melhores para você focar no que importa: as partes envolvidas, ou stakeholders.

Algumas maneiras de deixar os processos mais leves e as pessoas em destaque:

  1. Faça o trabalho ser divertido (para você e seu time). Use cores, jogos. Seja criativo. Você vai descobrir por que é tão importante gerir o projeto com equilíbrio
  2. Adote técnicas que você gosta para modelar e projetar (ex. design thinking, design sprint, BPMN, UML) em vez de pular essa etapa
  3. Use o que está à sua disposição. Nem sempre você precisa criar do zero. Já existem, componentes, serviços, micro serviços para reuso, suficientes para executar qualquer tipo de trabalho.
  4. Pare de disfarçar seu cascágil. No desenvolvimento de software, a clareza dos métodos define o sucesso da implementação. Os métodos ágeis são suficientemente claros para solucionar as questões que surgem durante as sprints. Se você fica aguardando o trabalho de outras pessoas para poder executar o seu, isso não é ágil, é cascata.

Como entregar software sempre e com boa documentação

A entrega de software deve ser frequente e funcional. Não adianta entregar algo com bug e achar que está tudo bem e depois fazer o time sofrer para consertar. A crise do software existe porque ainda tem gente demais achando “normal” entregar programas defeituosos. Qual o efeito dos erros a longo prazo? Quantos danos podem ser causados em cadeia por software que não atende às necessidades? Trabalho a mais, demissões, retrabalho, vidas dentro do squad e atingidas pelo negócio do cliente, direta e indiretamente. Tenho certeza de que você não quer essa encrenca para você.

Portanto, para fazer um software continuamente bem-feito:

  1. Não use o ágil como desculpa para fazer algo meia boca. Lide com a construção de software como a sua obra de engenharia perfeita.
  2. Documentação não é relatório do que foi construído. É o seu plano do que deve ser implementado. Você não precisa engessar os incrementos por causa de um ou outro documento. Se você fez um plano e o documentou corretamente antes de iniciar a codificação e implementação, terá tudo à mão para ser ágil.
  3. Adapte a documentação. Por exemplo, o RUP adaptou-se ao AUP (RUP ágil). Atividades antes prescritivas foram substituídas por histórias com modelagem, somente.
  4. Eleja os artefatos suficientes para tornar o seu processo transparente. Outra pessoa deve saber de onde continuar ao pegar o seu projeto / código.

Como colaborar com o cliente e ter boas negociações

A profissional que negocia os termos do contrato normalmente não é a mesma que desenvolve. Porém, ela deve estar extremamente alinhada com o time de desenvolvimento. Do contrário, a equipe estará em maus lençóis e terá um péssimo clima para trabalhar. Dessa forma, em conjunto, todos devem pensar no melhor para o cliente desde o princípio:

  1. Abra mão de entregar com bug para depois consertar e poder cobrar pela manutenção do que foi mal planejado / executado.
  2. Escopo, custo, tempo e qualidade. Tenha em mente as necessidades do projeto.
  3. Calibre suas métricas de acordo com as necessidades do cliente. Não abaixe a régua.

Como entender que o plano requer adaptações

O planejamento é o começo de qualquer grande projeto. Sem essa etapa, certamente haverá problemas no caminho. Porém, cabeças abertas trabalhando em conjunto poderão tomar as melhores decisões a fim de fazer todo o necessário para ajustar o que surgir durante a execução do plano. Parece utópico? Tente isso:

  1. Não seja teimoso. Aceite mudanças, pois elas acontecem o tempo todo onde você menos espera. Abra mão do controle e desfrute do seu próprio trabalho. Afinal, você o escolheu. Abra mão do estresse curtindo a jornada, por mais maluca que ela pareça.
  2. Você pode dar qualquer nome para as partes do projeto, mas todas têm que estar lá. Adaptabilidade não quer dizer que você não terá um plano inicial, mas que terá flexibilidade para mudar uma coisa aqui e outra ali, se necessário.

E agora, o que eu faço?

Falamos apenas das sentenças iniciais do manifesto. Porém, com uma leitura atenta, fica fácil compreender que elas resumem os doze princípios que vêm na sequência. Se você tem dúvidas, leia tudo mais algumas vezes até o ágil real dominar a sua mente e a sua prática diária.

A agilidade nunca se propôs a acabar com a seriedade e complexidade desse trabalho. A base da nossa expertise é a engenharia: processos, estimativas e métricas. É um trabalho intelectual baseado em muito raciocínio matemático, como dissemos lá no início do texto. As práticas ágeis servem para ajudar o profissional a estimar tempo, custo, qualidade, esforço e outras variáveis a partir da análise dos seus próprios dados históricos.

Portanto, honre o seu trabalho com o melhor dos seus esforços. Use a agilidade a seu favor com excelência. E lembre-se: norma é aquilo que se deve fazer. Método é o caminho. Metodologia é o estudo de como fazer. Estude sempre, renove-se. E conte conosco para iluminar o seu caminho profissional.

O seu próximo nível

Tudo o que falamos aqui é a linha mestra da nossa pós-graduação em Engenharia de Software, em parceria com a Universidade Paulista (Unip) que está com matrículas abertas somente até o próximo dia 8.

Se você quer fazer parte da solução e ser um Engenheiro de Software ágil de verdade, agende agora a sua entrevista clicando aqui. Você pode começar a mudar o rumo da sua carreira ainda este ano.